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Pix do Banco do Brasil trava pagamentos e app registra mais de 6 mil reclamações

Falha atingiu clientes na terça-feira (3), mas banco informou que os serviços foram normalizados; nesta sexta-feira (6), não há confirmação de uma nova pane generalizada.
Redação NC News
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Uma falha técnica nos canais digitais do Banco do Brasil na manhã de terça-feira (3) deixou clientes sem conseguir acessar o aplicativo, fazer Pix, pagar boletos e concluir transferências em pleno início de mês, momento de maior volume de contas e compromissos financeiros.

App Banco do Brasil fora do ar gera 6.314 queixas nesta terça

O que está causando a instabilidade no Pix hoje?

A instabilidade no Pix hoje é provocada por um problema técnico nos canais digitais do Banco do Brasil, que gerou intermitência no acesso ao app e na execução de transações. A instituição informou que identificou a falha interna e atuou para normalizar o atendimento.

Os relatos começaram por volta das 8h, quando usuários passaram a reclamar de dificuldades para abrir o aplicativo, que não aceitava o login por biometria e exigia senha. Em muitos casos, mesmo com as credenciais corretas, o acesso não concluía ou travava na tela de carregamento, impedindo operações básicas.

Esse tipo de intermitência ocorre quando há instabilidade em sistemas que sustentam o aplicativo e o internet banking, como servidores, integrações com outros serviços internos ou falhas de atualização. O Banco do Brasil, porém, não detalhou publicamente a origem exata do erro, limitando-se a dizer que atuava para restabelecer os canais digitais.

Pix está fora do ar no Banco do Brasil hoje?

O Pix não está mais fora do ar no Banco do Brasil hoje: a instituição comunicou que os canais digitais voltaram a operar normalmente por volta das 12h40, com todos os serviços disponíveis, incluindo Pix, pagamentos e transferências.

No pico da instabilidade, às 9h30, o monitoramento registrou mais de 6 mil reclamações de clientes do banco. Desse total, 83% eram queixas ligadas diretamente ao app do Banco do Brasil, 7% ao internet banking e 7% ao login. Em paralelo, houve pouco mais de 150 reclamações relacionadas especificamente ao Pix, principalmente sobre pagamentos (36%), acesso via aplicativos (34%) e transferências (18%).

Em nota, a instituição afirmou: “O Banco do Brasil informa que identificou intermitência em seus canais digitais e atua para normalizar o atendimento. O BB esclarece que não há impacto para as transações com cartão”. Mais tarde, já com a situação controlada, divulgou novo comunicado: “O Banco do Brasil informa que seus canais digitais já operam normalmente e todos os serviços estão à disposição dos clientes”.

Entenda o contexto

A falha atingiu o sistema em um dos períodos mais sensíveis do calendário financeiro: o início do mês, quando se concentram pagamentos de salários, aluguel, contas de consumo, mensalidades e outros boletos. Muitos clientes relataram não conseguir quitar compromissos no horário planejado, o que afeta especialmente quem depende do Pix pela rapidez e pela ausência de taxas na maioria das operações.

Setores que vivem de transações imediatas, como pequenos comércios, prestadores de serviço e microempreendedores, também sentiram o impacto. Sem conseguir receber via Pix, vendas precisaram ser adiadas ou redirecionadas para meios alternativos, como cartão ou dinheiro físico. A manutenção do funcionamento normal das transações com cartão atenuou os prejuízos diretos, mas não evitou o transtorno para negócios que priorizam o pagamento instantâneo.

A concentração de 83% das queixas no aplicativo expôs a dependência crescente dos clientes em relação ao celular como principal porta de entrada para o banco. O bloqueio momentâneo do login por biometria, somado à necessidade de digitação de senha e às falhas de acesso, ampliou a frustração de quem precisava resolver rapidamente pendências financeiras.

Do lado do Banco do Brasil, a resposta rápida — da identificação à normalização em cerca de quatro horas, entre o início dos relatos e o anúncio de recuperação total por volta das 12h40 — busca conter danos à imagem e à confiança do público. A tendência agora é que a instituição faça uma análise detalhada das causas, reforce sua infraestrutura tecnológica e aperfeiçoe mecanismos de autenticação para reduzir o risco de novas interrupções em momentos críticos.

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