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Suzano lucra R$ 2,1 bilhões, Localiza cresce 29% e Renner recua; veja destaques da Bolsa

Balanços do terceiro trimestre movimentam o mercado nesta sexta-feira (6); Assaí anuncia recompra de ações, Ânima amplia lucro e Sabesp aprova R$ 2,6 bilhões em proventos.
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Os balanços financeiros de grandes empresas brasileiras movimentam o mercado de ações nesta sexta-feira (6). Entre os destaques estão a Suzano, que registrou lucro de R$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, a Localiza, que alcançou R$ 1,1 bilhão, e a Lojas Renner, que apresentou queda de 11,8% no resultado. O dia também é marcado por anúncios do Assaí, da Ânima Educação, da Sabesp e de outras companhias negociadas na Bolsa de Valores brasileira, a B3.

Os resultados mostram desempenhos diferentes entre os setores da economia. Enquanto empresas de celulose, locação de veículos e educação registraram crescimento nos lucros, parte do varejo e da construção civil enfrentou dificuldades relacionadas às vendas, aos custos e às condições de financiamento. A Lojas Renner, por exemplo, anunciou o cancelamento de sua projeção de receita, enquanto a Eztec informou redução de 53% no lucro trimestral.

Além dos balanços, decisões relacionadas à distribuição de dividendos, recompra de ações e reorganizações financeiras também chamam a atenção dos investidores. O Assaí aprovou um programa para adquirir até 11 milhões de ações próprias, e a Sabesp anunciou R$ 2,6 bilhões em proventos. Os comunicados poderão influenciar as negociações ao longo do pregão, embora os resultados das empresas não determinem automaticamente a valorização ou a queda de seus papéis.

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Suzano registra lucro de R$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre

A Suzano (SUZB3), uma das maiores produtoras de celulose do mundo, encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de aproximadamente R$ 2,1 bilhões.

O resultado representa crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita líquida alcançou R$ 16,5 bilhões, avanço de 36% na comparação anual, enquanto o resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado chegou a R$ 5,7 bilhões, alta de 9%.

O desempenho operacional ficou próximo das expectativas do mercado, que projetava Ebitda de aproximadamente R$ 5,8 bilhões.

A companhia foi beneficiada pelo aumento do preço médio da celulose e pela incorporação de novas operações aos resultados.

Entretanto, o endividamento continua sendo um ponto de atenção. A relação entre dívida líquida e Ebitda, medida em dólares, chegou a 3,7 vezes, acima das 3,3 vezes registradas um ano antes.

O indicador mostra quanto a dívida representa em relação à capacidade operacional de geração de resultados da empresa.

Localiza aumenta lucro em 29% e alcança R$ 1,1 bilhão

A Localiza (RENT3) apresentou lucro líquido de aproximadamente R$ 1,1 bilhão entre julho e setembro de 2026.

O valor representa crescimento de 29% na comparação com o terceiro trimestre do ano anterior.

O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas e reforça a importância das operações de aluguel de veículos e gestão de frotas para a companhia.

A Localiza atua em um setor diretamente influenciado pelos custos de financiamento, pelos preços dos automóveis e pelo mercado de veículos seminovos.

Por isso, investidores acompanham não apenas o lucro, mas também a geração de caixa, a renovação da frota e as despesas relacionadas à aquisição e à manutenção dos veículos.

A continuidade do crescimento dependerá do desempenho dessas atividades e das condições econômicas nos próximos trimestres.

Lojas Renner tem queda no lucro e cancela projeção de receita

A Lojas Renner (LREN3) apresentou um desempenho diferente das empresas que registraram expansão nos resultados.

A varejista encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 246,4 milhões, queda de 11,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Desconsiderando efeitos extraordinários, o lucro recuou 24,5%, para R$ 187,1 milhões.

A receita líquida do varejo somou aproximadamente R$ 3 bilhões, com retração de 1,6% na comparação anual.

As vendas nas mesmas lojas, indicador que considera unidades comparáveis entre os períodos, diminuíram 2,5%.

O resultado reflete um ambiente de consumo mais fraco para o setor de moda, além de dificuldades na operação de serviços financeiros.

A empresa também anunciou o cancelamento de sua projeção de receita, decisão que amplia a atenção dos investidores sobre o desempenho esperado para os próximos períodos.

A revisão das estimativas não significa necessariamente que a companhia terá prejuízo, mas indica que as previsões anteriores deixaram de ser utilizadas como referência pela administração.

Assaí aumenta lucro em 55% e anuncia recompra de ações

O Assaí Atacadista (ASAI3) registrou lucro recorrente de R$ 248 milhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de aproximadamente 55% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A rede também anunciou a aprovação de seu quarto programa de recompra de ações.

O plano autoriza a aquisição de até 11 milhões de ações ordinárias, equivalentes a aproximadamente 0,814% dos papéis em circulação.

O programa terá duração de 12 meses, a partir de 6 de novembro de 2026.

Segundo a companhia, as ações poderão ser mantidas em tesouraria para posterior venda ou cancelamento.

A recompra é uma estratégia utilizada por empresas que desejam administrar sua estrutura de capital e aproveitar oportunidades de mercado.

Entretanto, a aprovação do programa não significa que todas as ações previstas serão necessariamente adquiridas.

As compras dependerão das condições estabelecidas pela administração e da evolução do mercado.

Ânima Educação mais que dobra lucro trimestral

A Ânima Educação (ANIM3) também aparece entre os destaques positivos da temporada de balanços.

A empresa registrou lucro líquido de R$ 88,7 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 142,7% em relação ao mesmo período de 2025.

A companhia atua no ensino superior privado e possui instituições de educação em diferentes regiões do país.

O crescimento do resultado chama a atenção dos investidores que acompanham o setor educacional, especialmente em um ambiente de custos financeiros elevados.

Entre os fatores importantes para avaliar a continuidade do desempenho estão a captação e a retenção de alunos, as mensalidades, as despesas operacionais e o nível de endividamento.

A divulgação do lucro, isoladamente, não permite concluir como as ações se comportarão durante o pregão.

Sabesp aprova R$ 2,6 bilhões em proventos

A Sabesp (SBSP3) anunciou a aprovação de R$ 2,6 bilhões em proventos destinados aos acionistas.

O comunicado foi divulgado junto aos resultados do terceiro trimestre de 2026.

A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,107 bilhão, queda de 13,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado ocorre em meio à execução do plano de investimentos e à ampliação dos serviços de saneamento básico no estado de São Paulo.

A empresa tem como uma de suas prioridades o cumprimento das metas de universalização dos serviços estabelecidas em contrato.

Para os investidores, a distribuição de proventos representa uma forma de remuneração do capital aplicado na companhia.

Entretanto, o pagamento não deve ser confundido com um ganho adicional garantido, já que o preço das ações pode sofrer ajustes relacionados à distribuição.

Outras empresas também apresentam resultados

A temporada de balanços movimenta companhias de diferentes áreas da economia.

A PetroReconcavo (RECV3) registrou lucro de R$ 236 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 94% em comparação anual.

A Dasa (DASA3), empresa do setor de saúde, apresentou lucro de R$ 173 milhões, alta de 79%.

A Vivara (VIVA3) encerrou o período com lucro de R$ 115 milhões, em linha com as expectativas do mercado.

A Allos (ALOS3), administradora de shopping centers, mais que dobrou seu lucro, alcançando R$ 291 milhões e superando as projeções dos analistas.

O Banco Bmg (BMGB4) registrou lucro líquido de R$ 141 milhões, com retorno sobre o patrimônio líquido de 13,6%.

A Panvel (PNVL3) também apresentou crescimento, com alta de 35,4% no lucro ajustado, impulsionada pelo avanço das vendas digitais.

Por outro lado, a Grendene (GRND3) informou lucro líquido ajustado de aproximadamente R$ 151 milhões, queda de 18,2%.

A Eztec (EZTC3), do setor imobiliário, registrou redução de 53% no lucro trimestral, em meio à retração da receita e ao consumo de caixa.

Os resultados reforçam que o desempenho empresarial varia de acordo com as condições de cada setor, mesmo quando as companhias estão sujeitas ao mesmo ambiente de juros e inflação.

Raízen, Espaçolaser e outras empresas anunciam mudanças

Além dos balanços, o mercado acompanha decisões societárias e operações financeiras.

A Raízen (RAIZ4) informou que a gestora SPX reduziu sua participação acionária na companhia.

Após a movimentação, a instituição passou a administrar 66,3 milhões de ações preferenciais, equivalentes a 2,56% dessa classe de papéis.

A Espaçolaser (ESPA3) anunciou a venda de três unidades próprias para franqueados em Ribeirão Preto e Barretos, no interior de São Paulo.

A operação integra a estratégia de ampliar a participação das franquias e otimizar a estrutura de lojas próprias.

Já a Kora Saúde (KRSA3) comunicou que a Justiça homologou planos de recuperação extrajudicial envolvendo créditos de empresas do grupo.

A decisão permite avançar na reorganização das obrigações financeiras conforme as condições aprovadas pelos credores.

A Iguatemi (IGTI11) também anunciou participação em um projeto imobiliário de alto padrão na região da Faria Lima, em São Paulo, que incluirá hotel e residências da marca Four Seasons.

A companhia terá participação indireta de 44% no empreendimento.

O que os balanços mostram sobre a economia brasileira?

Os resultados do terceiro trimestre apresentam diferenças importantes entre empresas voltadas ao consumo, serviços e atividades industriais.

A Suzano, por exemplo, possui receitas influenciadas pelo mercado internacional de celulose, enquanto a Localiza depende do desempenho da locação de veículos e da gestão de frotas.

O Assaí opera no segmento de atacarejo, que pode apresentar comportamento diferente do varejo de moda representado pela Lojas Renner.

Já empresas do setor imobiliário, como a Eztec, são especialmente sensíveis às condições de crédito e às taxas de juros.

O cenário de juros elevados pode pressionar despesas financeiras, reduzir a disposição dos consumidores para compras parceladas e afetar decisões de investimento.

Ao mesmo tempo, companhias com geração consistente de caixa e operações menos dependentes do consumo doméstico podem apresentar resultados diferentes.

Por isso, o crescimento do lucro de uma empresa não significa necessariamente uma melhora generalizada de todo o setor ou da economia.

Próximos passos

Ao longo desta sexta-feira (6), investidores deverão acompanhar a reação das ações aos balanços e aos comunicados empresariais.

Também estarão no radar as condições do mercado internacional, a trajetória dos juros e as expectativas para a economia brasileira.

Nos próximos dias, analistas deverão avaliar os detalhes das demonstrações financeiras, incluindo endividamento, margens operacionais, fluxo de caixa e projeções das companhias.

Para empresas como Suzano, Localiza e Assaí, a atenção estará voltada à capacidade de sustentar o crescimento dos resultados.

No caso da Lojas Renner, o mercado deverá observar as explicações para o cancelamento da projeção de receita e os sinais de recuperação das vendas.

A temporada de balanços ainda não terminou, e novas divulgações poderão alterar as expectativas dos investidores para o encerramento de 2026.

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