O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), saiu em forte defesa de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), após a condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio chamou a decisão judicial de “grande injustiça” e acusou a Corte de agir de forma persecutória.
O alvo central das críticas foi o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito. Segundo o senador, o magistrado não possuía isenção para conduzir o julgamento. “Mais uma grande injustiça cometida contra o Eduardo Bolsonaro, num processo que é absolutamente nulo sobre qualquer aspecto que se olhe, porque o Alexandre de Moraes deveria se declarar impedido para julgar essa causa, já que, em tese, ele é a vítima. Portanto, ele é parte sim nesse processo”, argumentou Flávio.
O parlamentar foi além, questionando a imparcialidade do STF no trato com sua família e classificando a pena como uma retaliação. “Ele é suspeito para julgar porque é público e notório que virou uma questão pessoal contra o Eduardo Bolsonaro, parece claramente uma vingança”, completou.
O peso da condenação
A manifestação de Flávio ocorre logo após a Primeira Turma do STF concluir o julgamento de Eduardo. Por unanimidade, os ministros condenaram o ex-deputado pela prática do crime de coação no curso do processo.
A Corte concluiu que Eduardo utilizou sua influência política para atuar junto a autoridades e parlamentares dos Estados Unidos, visando pressionar e constranger integrantes do STF. O objetivo, segundo a acusação, era interferir diretamente no andamento dos processos que apuram a tentativa de golpe de Estado no Brasil, buscando blindar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O colegiado aplicou penas severas e de impacto imediato no futuro político de Eduardo Bolsonaro:
- Prisão: 4 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto.
- Multa financeira: Pagamento de 50 dias-multa (equivalente a aproximadamente R$ 162 mil).
- Inelegibilidade prolongada: Por se tratar de uma condenação criminal por órgão colegiado contra a administração da Justiça, o ex-deputado fica impedido de disputar eleições desde a data da condenação até 8 anos após o cumprimento integral da pena — o que pode mantê-lo fora das urnas por até 12 anos.