Empresa é obrigada a liberar funcionários para assistir aos jogos da Seleção? Entenda o que diz a lei

Com partidas do Brasil movimentando torcedores em todo o país, especialistas esclarecem quais são os direitos dos trabalhadores durante o torneio mundial
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A cada jogo da Seleção Brasileira, a mesma dúvida volta a surgir entre trabalhadores e empregadores: afinal, as empresas são obrigadas a liberar os funcionários para assistir às partidas?

A resposta é não. A legislação trabalhista brasileira não prevê folga automática nem dispensa obrigatória durante os jogos da Seleção. Isso significa que cabe a cada empresa decidir se irá flexibilizar horários, reduzir o expediente ou liberar os colaboradores.

O que diz a lei?

Os dias de jogos da Seleção não são considerados feriados nacionais.

Na prática, isso significa que a jornada normal de trabalho continua valendo, mesmo quando o Brasil entra em campo. Dessa forma, a empresa não é obrigada a interromper as atividades nem a liberar seus funcionários para acompanhar as partidas.

A empresa pode liberar os funcionários?

Sim.

Muitas empresas optam por flexibilizar a rotina durante o principal torneio de seleções do planeta. Algumas liberam os colaboradores mais cedo, outras permitem assistir aos jogos no ambiente de trabalho e há aquelas que suspendem parcialmente as atividades durante as partidas.

Segundo levantamento citado por especialistas em recursos humanos, a maioria das empresas pretende adotar algum tipo de flexibilização durante os jogos do Brasil.

As horas podem ser compensadas?

Sim.

Caso a empresa decida liberar os funcionários durante o expediente, pode haver compensação das horas posteriormente, desde que exista acordo e sejam respeitadas as regras da legislação trabalhista. A compensação não pode ultrapassar os limites previstos pela lei.

O trabalhador pode faltar para assistir ao jogo?

Não sem autorização.

Se o funcionário faltar sem justificativa ou sem acordo prévio com a empresa, a ausência poderá ser tratada como falta comum, gerando desconto salarial e outras consequências previstas na legislação trabalhista.

Dependendo da situação e da reincidência, o trabalhador também pode receber advertências ou suspensões.

E assistir ao jogo escondido durante o expediente?

Especialistas alertam que acompanhar a partida sem autorização da empresa também pode gerar problemas disciplinares.

Se a organização determinou que não haverá pausa durante o horário de trabalho, o colaborador deve seguir as orientações internas para evitar sanções administrativas.

Quais setores costumam ter mais restrições?
Áreas consideradas essenciais geralmente mantêm funcionamento normal mesmo durante os jogos.

Entre elas estão:

  • Saúde;
  • Segurança;
  • Transporte;
  • Atendimento ao público;
  • Comércio;
  • Alimentação;

Serviços essenciais.
Nesses segmentos, a liberação costuma depender das necessidades operacionais de cada empresa.

O que acontece agora?

Com o Brasil em campo nesta sexta-feira e a possibilidade de novos jogos em horários comerciais nas fases seguintes, muitas empresas já discutem medidas para equilibrar produtividade e engajamento dos funcionários.

Especialistas recomendam diálogo e planejamento para evitar conflitos e garantir que trabalhadores e empregadores tenham segurança sobre as regras adotadas durante a competição.

Carregar Comentários