A Colômbia derrota a República Democrática do Congo por 1 a 0 na noite de 23 de junho, em Guadalajara, garante vaga antecipada no mata-mata do Mundial de Seleções e assume a liderança isolada do Grupo K. O gol de Daniel Muñoz, aos 31 minutos do segundo tempo, confirma o controle colombiano e deixa a seleção africana em situação delicada na chave.
Domínio colombiano, placar mínimo
No Estadio Akron lotado, o resultado interessa mais à tabela do que ao roteiro do jogo. A equipe de Néstor Lorenzo toma a iniciativa desde o primeiro minuto e transforma a partida em ataque contra defesa. A Colômbia acumula 20 finalizações, três gols anulados e 423 passes certos, quase o dobro dos 210 da RD Congo, mas sai de campo com o placar mínimo.
O contraste se explica, em parte, pela atuação de Lionel Mpasi. O goleiro congolês, apontado como destaque da equipe, reage com três defesas difíceis em chutes de James Rodríguez, Luis Díaz e Johan Mojica. “A Colômbia terminou a partida com 423 passes certos contra 210 da RD Congo”, registra a CNN Brasil, em referência à superioridade com a bola nos pés.
Do outro lado, a RD Congo se fecha com duas linhas compactas, soma 10 bloqueios defensivos e tenta sobreviver em contra-ataques esporádicos. A estratégia segura o empate até a metade do segundo tempo, mas não resiste à insistência colombiana.
Muñoz decide de novo
Muñoz volta a ser o rosto da eficiência em meio ao desperdício. Autor de gol na estreia contra o Uzbequistão, o lateral-direito repete o protagonismo em Guadalajara. “O lateral-direito Muñoz marcou o gol decisivo após um desvio”, destaca o jornal O Globo. O lance nasce de um cruzamento de Juan Fernando Quintero pela direita. A bola atravessa a área e encontra Muñoz em movimento, pronto para completar para a rede.
O gol, aos 76 minutos, é o segundo de Muñoz neste Mundial e o quinto pela seleção colombiana. A comemoração tem sabor de alívio. Antes disso, o lateral já tinha visto um gol seu ser anulado na primeira etapa, em impedimento confirmado pelo árbitro de vídeo. Luis Díaz também tem dois lances invalidados no segundo tempo, um por falta no início da jogada, outro por posição irregular.
Além da precisão no momento decisivo, o time de Lorenzo apresenta uma organização que reforça o status de favorito no grupo. A Colômbia ocupa o campo de ataque, pressiona a saída congolesa e praticamente não é ameaçada até os minutos finais. James Rodríguez dita o ritmo, Quintero entra para aumentar o controle da posse e Díaz explode pelos lados, mas esbarra na noite inspirada de Mpasi.
Pressão no fim e vaga assegurada
O roteiro muda de tom nos acréscimos. Atrás no placar e pressionada pela tabela, a RD Congo se lança ao ataque. A Colômbia recua alguns metros e passa a depender do próprio goleiro. “Camilo Vargas fez defesas importantes para preservar o resultado”, aponta a CNN Brasil. O arqueiro colombiano evita o empate em chute de Nathanael Mbuku aos 46 do segundo tempo e volta a aparecer em escanteio desviado por Richard Ríos contra a própria meta.
O apito final consolida o segundo triunfo colombiano no torneio e leva a seleção a 6 pontos, com 100% de aproveitamento. A vitória, como registra a revista Exame, “coloca a Colômbia em posição confortável na luta pela liderança do grupo”. Em termos práticos, a equipe garante a vaga na fase de 16-avos de final, o início do mata-mata, e transforma a última rodada em duelo direto pela ponta da chave.
A RD Congo, com apenas 1 ponto, passa a depender de uma combinação de resultados. A seleção africana precisa vencer o Uzbequistão na rodada final para seguir com chances de avançar. A falta de efetividade ofensiva, exposta pelos 7 chutes em 90 minutos, vira alvo de críticas locais e aumenta a pressão sobre o elenco.
Portugal no horizonte e gestão do elenco
O calendário agora empurra a Colômbia para Miami. No sábado, a seleção enfrenta Portugal em confronto que define a liderança do Grupo K e pode alterar o caminho na fase eliminatória. Com a classificação antecipada, Néstor Lorenzo ganha margem para decisões estratégicas. Pode poupar titulares, administrar cargas físicas e testar alternativas táticas sem o peso de precisar do resultado para avançar.
Áreas menos visíveis ao torcedor, como preparação física e análise de desempenho, ganham centralidade nesse cenário. O volume de jogo em Guadalajara, com posse prolongada e pressão alta, cobra desgaste. A comissão técnica precisa decidir se mantém o ritmo contra um rival de maior calibre ou se preserva peças para as partidas de mata-mata, quando não haverá margem para erro.
O desempenho individual também movimenta bastidores. Muñoz, em fase goleadora rara para um lateral, valoriza o próprio nome no mercado internacional. Luís Díaz reafirma a condição de referência ofensiva, apesar dos gols anulados. James, agora em posição mais cerebral, volta a aparecer como organizador em grandes palcos. Do lado congolês, Mpasi sai em alta, mesmo derrotado. As três defesas difíceis o colocam entre os goleiros mais comentados das primeiras rodadas.
No país, a reação à vitória mistura otimismo e cautela. A torcida se anima com o futebol apresentado e com a liderança do grupo, mas ainda tem a memória recente de campanhas interrompidas antes do esperado. A pergunta passa a ser se a Colômbia consegue transformar desempenho superior em resultados mais confortáveis no mata-mata, onde o desperdício de chances costuma custar caro.
Grupo em aberto, futuro em disputa
O Grupo K chega à última rodada com dois cenários opostos. Para a Colômbia, a questão agora é o tamanho da ambição: administrar o primeiro lugar e projetar o cruzamento mais favorável ou usar Portugal como teste de fogo para aspirações maiores no Mundial. Para a RD Congo, o desafio é mais simples e mais duro. Vencer o Uzbequistão deixa a porta entreaberta. Qualquer tropeço praticamente encerra a campanha e reduz a vitrine internacional dos jogadores.
O duelo em Guadalajara, porém, já redesenha a geografia da chave. A Colômbia se consolida como candidata a ir além da primeira fase eliminatória. Se mantiver o nível de organização mostrado até aqui e encontrar mais eficiência diante do gol, a equipe de Lorenzo pode chegar à etapa decisiva como uma das seleções mais observadas do torneio. A RD Congo joga a sobrevivência no próximo compromisso. A noite em que resistiu o quanto pôde e caiu por 1 a 0 mostra que solidez defensiva não basta quando o relógio do Mundial corre contra.
Onde assistir Colômbia?
As partidas da Colômbia no Mundial de Seleções têm exibição em TV aberta, canais de TV por assinatura esportivos e plataformas de streaming autorizadas no Brasil.
Onde assistir Colômbia e República do Congo?
O confronto já aconteceu em Guadalajara. Quem perdeu ao vivo encontra melhores momentos e reprises nos canais esportivos de TV paga e nos serviços oficiais de streaming.
Que dia a Colômbia joga na eliminatória?
A Colômbia já está garantida na fase de 16-avos. A data exata do jogo de mata-mata depende da definição final do Grupo K após o duelo com Portugal.