Romário trabalhou apenas dois meses no Senado antes de viajar para cobrir o torneio mundial

Senador retomou o mandato em abril após licença de quatro meses e voltou a deixar Brasília para atuar como comentarista esportivo nos Estados Unidos
Redação NC News
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O senador Romário (PL-RJ) permaneceu apenas cerca de dois meses em atividade no Senado Federal antes de viajar para os Estados Unidos para acompanhar a principal competição de seleções do planeta como comentarista esportivo. A ausência do parlamentar de Brasília reacendeu o debate sobre a dedicação ao mandato e o acúmulo de funções públicas e privadas.

Depois de ficar afastado por 120 dias, entre dezembro de 2025 e abril deste ano, Romário reassumiu o mandato, participou das atividades legislativas por aproximadamente dois meses e, em seguida, embarcou para a cobertura do torneio internacional. Desta vez, porém, o senador não pediu licença do cargo e continua oficialmente no exercício do mandato.

Apenas dois meses de trabalho antes da nova viagem

O retorno de Romário ao Senado aconteceu em abril, após o fim da licença que permitiu ao suplente ocupar temporariamente a vaga.

Desde então, o parlamentar participou das atividades da Casa até o fim de junho, quando deixou o Brasil para atuar na cobertura esportiva da competição internacional.

A sequência dos acontecimentos chamou atenção porque o período efetivamente trabalhado em Brasília foi curto antes da nova ausência.

Embora esteja fora do país, Romário permanece oficialmente senador e pode participar de votações remotas quando as sessões ocorrerem nesse formato.

A nova viagem provocou críticas e discussões sobre o nível de dedicação exigido de parlamentares eleitos.

Nas redes sociais, usuários questionaram se um senador deveria se ausentar do país durante um período de atividade legislativa para exercer outra função profissional.

Por outro lado, especialistas lembram que o regimento do Senado não impede esse tipo de situação, desde que o parlamentar cumpra as regras da Casa e participe das atividades previstas, inclusive de forma remota quando permitido.

Até o momento, não há indicação de irregularidade na conduta do senador.

Por que Romário não pediu licença?

Diferentemente do afastamento registrado entre dezembro de 2025 e abril de 2026, desta vez Romário optou por permanecer oficialmente no cargo.

Sem a licença, o suplente não assume a vaga e o senador continua exercendo o mandato normalmente.

Segundo sua assessoria, os trabalhos do gabinete seguem em funcionamento durante a viagem, e a participação nas atividades legislativas ocorrerá conforme o calendário do Senado.

O que diz o Senado?

As regras da Casa permitem sessões deliberativas semipresenciais, nas quais parlamentares podem registrar presença e votar por meio do sistema eletrônico oficial.

Caso ocorram votações exclusivamente presenciais, aplicam-se as normas regimentais previstas para todos os senadores.

Romário concilia há anos a carreira política com atividades ligadas ao futebol, área em que construiu reconhecimento internacional antes de ingressar na vida pública.

A nova viagem, no entanto, ganhou repercussão porque aconteceu pouco tempo após seu retorno ao Senado. O fato de o parlamentar ter permanecido apenas cerca de dois meses em atividade antes de deixar Brasília voltou a alimentar discussões sobre a dedicação ao mandato, embora sua situação esteja amparada pelas regras atualmente vigentes na Casa.

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