O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), concedeu coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 29. Entre os principais temas anunciou que o nome para vice em sua chapa será divulgado na próxima quarta-feira, 01 de julho na sede do PSD em Brasília.
O ex-governador de Goiás declarou que acredita que seu partido reúne as condições necessárias para chegar ao segundo turno das eleições de 2026 e derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o candidato apoiado pelo Palácio do Planalto.
Caiado defendeu que o PSD possui uma das maiores estruturas partidárias do país, com forte presença municipalista, e disse que a oposição precisa construir uma candidatura competitiva sem permitir que a sucessão presidencial seja definida pela estratégia do governo federal.
Ao apresentar os argumentos para sua pré-candidatura, afirmou que pretende levar para o debate nacional os indicadores alcançados durante sua gestão em Goiás.
Segundo ele, a segurança pública será um dos principais temas da campanha presidencial e destacou que Goiás figura entre os estados mais seguros do país e afirmou que essa experiência o credencia para enfrentar um dos problemas que, segundo ele, mais preocupam os brasileiros.
Na área de combate à corrupção, Caiado também citou indicadores da administração estadual e afirmou que Goiás obteve nota máxima em avaliações de órgãos de controle. Já na saúde, ressaltou o modelo de regionalização implantado no estado como exemplo de política pública que poderia ser ampliada para todo o país.
“O Brasil deseja gestão e resultados”, afirmou durante a coletiva.
Caiado reagiu de forma direta ao ser questionado sobre o racha interno no PL envolvendo Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
Sem entrar no mérito da disputa, Caiado recusou comentar o conflito, mas classificou o embate como irrelevante para o debate eleitoral nacional e fez uma crítica ao nível da discussão política em torno da Presidência da República.
“Eu não vou entrar nesse tititi, está certo? Porque isso é vulgarizar a disputa da Presidência da República”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de Michelle integrar uma chapa presidencial em 2026, Caiado descartou qualquer negociação neste momento e afirmou que respeita a autonomia dos demais partidos. Ao mesmo tempo, ressaltou que Michelle “construiu uma força realmente consistente” entre o eleitorado evangélico e também entre as mulheres.
A declaração ocorre enquanto Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro protagonizam uma disputa pública dentro do PL. A ex-primeira-dama acusou o enteado de tê-la desrespeitado e minimizado sua atuação política durante uma discussão sobre articulações partidárias. Flávio negou ter ofendido Michelle e atribuiu o episódio a divergências sobre estratégias políticas
Caiado minimiza apoio de Eduardo Paes a Lula dentro do próprio partido
Ao ser questionado pelo NCNEWS sobre o apoio declarado do pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), ao presidente Lula, Ronaldo Caiado afirmou que não vê dificuldade na situação e minimizou o impacto da divergência interna dentro do partido.
Segundo o presidenciável não há obrigatoriedade de alinhamento político nacional entre lideranças da mesma sigla, destacando que cada estado possui sua própria realidade e dinâmica eleitoral.
Caiado ainda reforçou que já está em agenda de pré-campanha pelo país e disse não acreditar que esse tipo de posicionamento interno vá atrapalhar sua disputa presidencial em 2026.