Polícia encontra faca que pode esclarecer assassinato de casal de idosos em apartamento de luxo em BH

Nova perícia utilizou luminol para localizar a possível arma do crime; investigação entra na fase final após confissão da diarista
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A investigação sobre o assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, deu um novo passo nesta segunda-feira (6). A Polícia Civil de Minas Gerais retornou ao apartamento onde o casal foi morto, no Bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte, e encontrou a faca que pode ter sido usada no crime.

A nova perícia foi realizada dias após a prisão da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que confessou os assassinatos. Os peritos utilizaram luminol, substância capaz de revelar vestígios de sangue mesmo após tentativas de limpeza, para identificar a possível arma utilizada durante o ataque. Segundo a investigação, a faca havia sido lavada e guardada novamente no apartamento na tentativa de dificultar o trabalho da perícia. Veja o vídeo:

Perícia reforça dinâmica do crime
A investigação aponta que Paola aproveitou o primeiro dia de trabalho na residência para colocar em prática um plano de furto. Conforme a própria confissão, ela teria misturado comprimidos de clonazepam em um suco servido ao casal para facilitar a ação criminosa.

Mesmo dopado, Cláudio Atala reagiu ao perceber a movimentação da diarista. Segundo a Polícia Civil, ele foi atacado dentro do quarto, enquanto Maria Clotilde acabou esfaqueada na sala do apartamento ao tentar se defender.

Os laudos periciais apontam que as vítimas sofreram mais de 50 perfurações provocadas por arma branca. Lesões nas mãos e nos braços indicam que ambos tentaram resistir ao ataque.

Imagens ajudaram a reconstruir a fuga
As investigações também foram reforçadas por imagens de câmeras de segurança do condomínio e das ruas próximas.

Os vídeos mostram Paola chegando ao prédio às 7h28, usando moletom azul, calça clara e carregando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, ela deixa o local com roupas diferentes e diversas sacolas.

Na sequência, câmeras registram a suspeita descartando uma blusa com manchas de sangue e outros objetos em uma caçamba de entulho antes de embarcar em um veículo. Segundo a Polícia Civil, ela seguiu para o Centro de Belo Horizonte, onde vendeu parte dos bens roubados, incluindo joias, relógios e celulares.

Parte desses objetos já foi recuperada. Os celulares foram localizados em Vespasiano, enquanto relógios de luxo foram devolvidos espontaneamente por um comprador que descobriu a origem ilícita dos bens.

Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 29 de junho, mas só foi descoberto na tarde do dia seguinte, quando o filho do casal estranhou a ausência do pai no escritório de advocacia onde os dois eram sócios e decidiu ir até o apartamento.

No imóvel, ele encontrou os pais mortos em cômodos diferentes. A investigação apontou que dinheiro, joias, relógios, celulares e outros objetos de valor haviam desaparecido, levando a Polícia Civil a tratar o caso como latrocínio, roubo seguido de morte.

Paola Stefany Neto Cirino foi presa em um hotel na cidade de Itabira, onde confessou o crime. Em depoimento, afirmou que pretendia furtar os bens da residência e alegou ter sofrido um surto psicótico durante os assassinatos. A versão, no entanto, segue sendo confrontada com os laudos periciais e demais provas reunidas pela investigação.

O que falta para concluir a investigação?
Com a localização da possível arma do crime, a Polícia Civil aguarda agora o resultado dos exames periciais para confirmar se a faca encontrada foi realmente utilizada nos assassinatos. Paralelamente, os investigadores continuam apurando a participação de outras pessoas na receptação dos bens roubados e na fuga da suspeita, antes da conclusão do inquérito.

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