Maioria acredita em Michelle após vídeo sobre crise com Flávio, aponta pesquisa

Levantamento mostra que 64% dos entrevistados consideram verdadeiras as declarações de Michelle sobre o desentendimento com Flávio Bolsonaro; para 44,4%, vídeo não alterou a confiança na ex-primeira-dama.
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A maioria dos brasileiros afirma acreditar nas declarações da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro (PL), a respeito do seu desentendimento com seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). É o que mostra uma pesquisa do instituto Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (8).

Segundo o levantamento, 64% dos entrevistados consideram verdadeiras as afirmações de Michelle de que foi desrespeitada pelo enteado durante discussões políticas dentro do PL.

Do total de entrevistados, 29% afirmaram que as declarações são totalmente verdadeiras, enquanto 35% disseram que elas são mais verdadeiras do que falsas. Em contrapartida, 29% avaliaram que as afirmações são mais falsas do que verdadeiras e apenas 0,3% as consideram totalmente falsas. Outros 6,6% não souberam responder.

Confiança em Michelle

A pesquisa também mediu o impacto do vídeo na confiança dos eleitores em Michelle Bolsonaro.

Para 44,4% dos entrevistados, a publicação não alterou a confiança na ex-primeira dama. Já 23,4% disseram que passaram a confiar mais nela após o episódio, enquanto 17,3% afirmaram que a confiança diminuiu. Outros 14,9% não souberam responder.

Entenda a crise

O conflito entre Michelle e Flávio Bolsonaro ganhou repercussão após a ex-primeira dama divulgar um vídeo relatando desentendimentos com o enteado. Ela afirmou ter sido desrespeitada durante discussões sobre decisões políticas do PL e disse que Flávio a tratou de forma ríspida ao defender que ela não participasse das definições do partido.

Segundo Michelle, as divergências ocorreram em meio a debates sobre articulações regionais e espaço de influência dentro da legenda. Após a divulgação do vídeo, Flávio Bolsonaro publicou um pedido de desculpas e negou ter tido a intenção de ofender a ex-primeira dama.

Metodologia

A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em todo o país entre os dias 3 e 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05628/2026.

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