O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança na corrida pela Presidência da República para as eleições de 2026, sustentando uma vantagem de seis pontos percentuais sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dados constam na nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (13 de julho de 2026). O levantamento, realizado por via telefônica com 2.003 eleitores entre os dias 10 e 12 de julho, indica um cenário de forte cristalização e estabilidade nas intenções de voto em comparação com a rodada anterior.
Estabilidade na polarização e recuo da direita
O estudo, registrado perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código de identificação BR-07981/2026, aponta para a manutenção do desenho político que cindiu o país nos últimos pleitos majoritários. Eventuais oscilações numéricas de ambos os pré-candidatos ficaram restritas ao limite da margem de erro oficial do instituto, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
“O presidente Lula (PT) segue como líder da disputa pela presidência da República em primeiro turno, com seis pontos de vantagem para Flávio Bolsonaro (PL), que segue como seu principal adversário. A pesquisa mostra cenário de estabilidade na comparação com o último levantamento do mesmo instituto, publicado em 29 de junho”, detalha o relatório técnico da amostragem.
A solidez dos indicadores sugere que o intenso noticiário político e econômico recente em Brasília ainda não foi capaz de alterar as preferências estruturais do eleitorado brasileiro. Para analistas políticos que acompanham os dados de humor social, o patamar elevado do herdeiro político de Jair Bolsonaro demonstra que a oposição conservadora preserva um núcleo duro resiliente e altamente mobilizado, sobretudo em segmentos ligados ao agronegócio, ao eleitorado evangélico e às forças de segurança pública.
Primeiro turno
No cenário de 1º turno, Lula aparece com 40% das intenções de votoe Flávio com 34%. Na pesquisa anterior, de 29 de junho, o petista registrou 42% ante 34%.
- Lula (PT): 40% (42% em 29 de junho)
- Flávio Bolsonaro (PL): 34% (34% em 29 de junho)
- Ronaldo Caiado (PSD): 5% (e5% em 29 de junho)
- Renan Santos (Missão): 4% (e4% em 29 de junho)
- Romeu Zema (Novo): 4% (e3% em 29 de junho)
- Joaquim Barbosa (DC): 2%
- Augusto Cury (Avante): 2%
- Aécio Neves (PSDB): 1%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 0%
- Nenhum/branco/nulo: 6% (eram 5% em 29 de junho)
- Não sabe/não respondeu: 3% (eram 3% em 29 de junho)
Segundo turno
Lula também lidera as intenções de voto em todos os cenários pesquisados de segundo turno.
Lula x Flávio Bolsonaro
- Lula: 47%
- Flávio: 44%
- Nenhum/branco/nulo: 8%
- Não sabe/não respondeu: 1%
Lula x Romeu Zema
- Lula: 47%
- Zema: 40%
- Nenhum/branco/nulo: 11%
- Não sabe/não respondeu: 2%
Lula x Ronaldo Caiado
- Lula: 47%
- Caiado: 38%
- Nenhum/branco/nulo: 13%
- Não sabe/não respondeu: 2%
Lula x Renan Santos
- Lula: 49%
- Renan: 35%
- Nenhum/branco/nulo: 14%
- Não sabe/não respondeu: 2%
Terceira via patina e governabilidade sob pressão
A pesquisa BTG/Nexus testou o desempenho de potenciais candidaturas alternativas no espectro da direita tradicional e do liberalismo econômico, evidenciando a extrema dificuldade de romper a barreira dos dois polos consolidados:
- Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo): Os governadores de Goiás e de Minas Gerais figuram em patamares significativamente inferiores aos dos líderes, permanecendo isolados na condição de coadjuvantes na disputa de primeiro turno.
- Centralidade petista: O isolamento da terceira via confere ao PT um forte argumento técnico para cobrar maior fidelidade e compromisso programático de legendas de centro que hoje oscilam entre a base aliada e a independência.
- Gargalo no Legislativo: Embora Lula lidere as sondagens de opinião, o governo federal segue enfrentando um Congresso de perfil marcadamente conservador, o que continuará impondo severos limites à governabilidade e exigindo concessões orçamentárias até o pleito de 2026.
O levantamento BTG/Nexus mediu ainda quatro cenários simulados para o segundo turno presidencial, expondo um ambiente de acirramento em que o favoritismo do atual mandatário depende diretamente de sua capacidade de blindar a economia doméstica contra pressões inflacionárias.