Prefeitura de São Paulo decide encerrar atendimento a crianças em situação de rua; entenda o que muda

Gestão Ricardo Nunes afirma que os serviços serão incorporados por outros equipamentos da rede municipal, enquanto especialistas e entidades demonstram preocupação com o impacto da medida.
Redação NC News
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A Prefeitura de São Paulo decidiu encerrar um centro especializado no atendimento a crianças e adolescentes em situação de rua na capital paulista. A mudança faz parte de uma reorganização da rede de assistência social, e a administração municipal afirma que o atendimento continuará sendo realizado por outros equipamentos públicos.

A decisão, no entanto, gerou críticas de profissionais da área e organizações que acompanham esse público, que alertam para o risco de perda do atendimento especializado justamente para crianças e adolescentes em situação de alta vulnerabilidade.

O que muda com o fechamento
Segundo a Prefeitura, os atendimentos prestados pelo centro serão redistribuídos para outros serviços da rede municipal, que continuarão oferecendo acolhimento e acompanhamento social às famílias e aos jovens em situação de rua. A gestão argumenta que a reorganização busca otimizar os recursos existentes sem interromper a assistência.

Especialistas demonstram preocupação
A decisão, porém, provocou reação entre pessoas que atuam diretamente com a população em situação de vulnerabilidade. A principal preocupação é que crianças e adolescentes deixem de contar com um atendimento especializado, considerado fundamental para fortalecer vínculos familiares, garantir acesso à educação, saúde e proteção social.

Política municipal prevê atendimento integrado
Em 2024, a Prefeitura regulamentou a Política Municipal de Atenção Integral a Crianças e Adolescentes em Situação de Rua e na Rua. O decreto estabelece que diferentes áreas da administração, como assistência social, saúde e educação, atuem de forma integrada para oferecer proteção a esse público. Entre os serviços previstos estão equipes de abordagem social, acolhimento institucional, CREAS, Consultório na Rua e CAPS Infantojuvenil.

O que acontece agora
Com o encerramento do centro, a expectativa é acompanhar como será feita a transferência dos atendimentos para outros equipamentos e se haverá continuidade do acompanhamento especializado das crianças e adolescentes já assistidos pelo serviço. O tema deve seguir sendo acompanhado por entidades da sociedade civil e órgãos de defesa dos direitos da infância.

ENTENDA O CONTEXTO
São Paulo mantém uma rede de serviços voltada ao atendimento da população em situação de rua, incluindo ações específicas para crianças e adolescentes. Nos últimos anos, a Prefeitura ampliou a regulamentação da política pública destinada a esse grupo, defendendo uma atuação integrada entre diferentes secretarias. O encerramento do centro especializado reacende o debate sobre a capacidade da rede municipal de manter um atendimento específico para um dos públicos mais vulneráveis da cidade.

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