A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Bicho Solto para investigar um esquema de tráfico de animais silvestres e identificar a rede responsável pelo crime. A ação contou com apoio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma residência localizada em Várzea das Moças, bairro de Niterói, cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Durante a operação, o investigado foi preso em flagrante.
Animais eram mantidos em cativeiro
Segundo a Polícia Federal, os agentes encontraram diversos animais silvestres e aves exóticas mantidos em cativeiro. Alguns deles apresentavam indícios de maus-tratos.
Entre as espécies encontradas estavam:
- coruja-suindara;
- cacatua galah;
- cacatua galerita;
- papagaio-verdadeiro;
- jandaia;
- marianinha;
- ring neck;
- arara-canindé;
- arara-azul;
- jabutis.
Além dos animais, os policiais apreenderam documentos com suspeita de fraude, dinheiro em espécie e mídias que serão analisadas durante a investigação.
Suspeito já era investigado
De acordo com a Polícia Federal, o alvo da operação já havia sido investigado anteriormente por supostamente chefiar uma quadrilha interestadual especializada no tráfico de aves raras.
Segundo a investigação, os animais eram capturados na natureza em diferentes estados brasileiros, incluindo espécies ameaçadas de extinção.
Investigação continua
O preso foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal em Niterói, onde foi autuado em flagrante.
Em seguida, será levado ao sistema prisional estadual e permanecerá à disposição da Justiça.
Ele responderá, inicialmente, pelos crimes de manter animais silvestres em cativeiro e por maus-tratos contra animais.
DPF Fernando César, responsável pela investigação.
Entenda o contexto
O tráfico de animais silvestres é considerado um dos principais crimes ambientais no Brasil.
Além de retirar espécies da natureza de forma ilegal, a prática coloca em risco a biodiversidade e contribui para a redução de populações de animais, especialmente daqueles ameaçados de extinção.
Segundo as autoridades, muitos animais são mantidos em condições inadequadas durante o transporte e o cativeiro, o que pode provocar maus-tratos, doenças e até a morte.