Camelôs realizam, na manhã desta quarta-feira (15), uma manifestação em frente ao Copacabana Palace, na Avenida Atlântica, em Copacabana, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro.
O ato foi organizado pelo Movimento Unido dos Camelôs (MUCA) e reúne vendedores ambulantes contrários às novas medidas de fiscalização adotadas pela Prefeitura do Rio para o comércio ambulante nas praias da cidade.
Categoria pede negociação
Segundo os organizadores, os manifestantes reivindicam a abertura de diálogo com o município sobre os decretos que afetam a categoria.
Entre as principais reivindicações estão:
- revisão das novas regras de fiscalização;
- regularização dos depósitos utilizados para guardar mercadorias apreendidas;
- formalização dos trabalhadores informais;
- fim do que classificam como criminalização e perseguição ao comércio ambulante.
Protesto acontece às vésperas do programa Tolerância Zero
A manifestação ocorre um dia antes do início da nova fase do programa Tolerância Zero, anunciado pela Prefeitura do Rio.
A partir desta quinta-feira (16), o município promete intensificar a fiscalização do comércio ambulante nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, todas localizadas na Zona Sul da capital.
Segundo a prefeitura, o objetivo é combater a ocupação irregular do espaço público, coibir a atuação do crime organizado e reorganizar a atividade dos ambulantes regularizados.
Outro protesto já havia sido realizado
Na semana passada, o MUCA promoveu outro ato em frente à sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, bairro da Região Central da capital.
Na ocasião, houve momentos de tensão entre manifestantes e policiais durante a mobilização.
Entenda o contexto
A Prefeitura do Rio anunciou recentemente um pacote de medidas para reorganizar o comércio ambulante nas praias da cidade. Entre as ações estão o reforço da fiscalização, a criação de depósitos públicos e o combate à exploração ilegal de pontos de venda por organizações criminosas.
Os ambulantes afirmam que as novas regras podem prejudicar trabalhadores que dependem da atividade para sustentar suas famílias e pedem a abertura de negociações com o município antes da entrada em vigor das medidas.