Bebê de cinco meses morre após extubação durante transferência entre hospitais no DF

Caso é investigado após criança morrer durante remoção do Hospital Regional de Planaltina para o Hospital da Criança; familiares cobram apuração e apontam dificuldades no atendimento.
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A morte de uma bebê de cinco meses durante uma transferência entre hospitais da rede pública reforça os questionamentos sobre a estrutura de saúde do Distrito Federal. Maria Vitória de Sousa Machado morreu após uma extubação acidental durante o deslocamento entre o Hospital Regional de Planaltina (HRP) para o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB).

A morte ocorreu na segunda-feira (6), mesmo dia em que a criança deu entrada no Hospital Regional de Planaltina em estado grave, com suspeita de bronquiolite.

Estado de saúde exigia internação na UTI

Segundo informações divulgadas pela imprensa, Maria Vitória chegou ao hospital com quadro respiratório grave, precisou ser reanimada, intubada e passou a depender de ventilação mecânica enquanto aguardava uma vaga em unidade de terapia intensiva (UTI).

Após a liberação de um leito no Hospital da Criança, a paciente foi transferida em ambulância para continuidade do tratamento.

De acordo com relatos da família publicados pelo portal Metrópoles, durante o processo de transferência houve uma intercorrência que resultou na morte da bebê. Enquanto a mãe realizava os procedimentos de admissão na unidade de destino, foi informada pela equipe médica que a filha havia morrido.

Prontuário aponta extubação acidental

Ainda segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, o prontuário médico da paciente registra que Maria Vitória sofreu uma extubação acidental durante a mudança de leito.

O documento informa que a bebê havia sido estabilizada após uma parada cardiorrespiratória ainda no Hospital Regional de Planaltina, mas a retirada acidental do tubo provocou uma nova parada cardíaca, que evoluiu para o óbito.

Conforme o registro médico divulgado pela imprensa, Maria Vitória chegou ao Hospital da Criança ainda com sinais vitais, mas não resistiu após a intercorrência.

A morte da criança ocorre em meio a uma série de questionamentos sobre a capacidade de atendimento da rede pública de saúde do Distrito Federal.

Nas últimas semanas, casos envolvendo pacientes atendidos em hospitais públicos na capital têm provocado cobranças por melhorias na estrutura, na oferta de leitos e na assistência prestada aos usuários do SUS.

Família questiona estrutura da rede

Maria Vitória tinha broncodisplasia pulmonar crônica, condição decorrente da prematuridade que exigia acompanhamento contínuo e suporte respiratório.

Em entrevista à imprensa, familiares afirmaram que a maior preocupação era conseguir um leito de UTI e defenderam que, caso a estrutura estivesse disponível no Hospital Regional de Planaltina, a transferência não teria sido necessária.

Procura a assessoria de imprensa da pasta ainda não respondeu sobre o caso.

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