A principal mudança estabelece um limite para o tempo de permanência de estudantes internacionais. Se aprovada, a nova regra substituirá o atual sistema, que permite ao estudante permanecer no país enquanto estiver matriculado em uma instituição de ensino reconhecida. Agora, os vistos terão prazo determinado e dependerão de renovação para continuidade da permanência.
Os jornalistas estrangeiros também serão atingidos. A proposta prevê redução no período de validade dos vistos destinados à cobertura jornalística, além de um controle mais rigoroso para concessão e renovação das autorizações de entrada.
Governo fala em segurança; críticos veem barreiras
Segundo a administração Trump, as mudanças têm como objetivo reforçar a segurança nacional e ampliar o controle sobre a permanência de estrangeiros nos Estados Unidos. O governo afirma que a atualização das regras é necessária para evitar abusos no sistema migratório.
Especialistas, universidades e entidades ligadas à imprensa, porém, demonstraram preocupação. Para eles, as novas exigências podem dificultar o acesso de estudantes internacionais ao ensino superior americano e limitar a atuação de jornalistas estrangeiros no país.
O que muda na prática
Entre as principais alterações estão a limitação do tempo de validade dos vistos, regras mais rígidas para renovação e um prazo menor para que estudantes permaneçam legalmente nos Estados Unidos após a conclusão dos cursos, caso não obtenham outra autorização migratória.
A proposta ainda passará pelo período de consulta pública e poderá sofrer alterações antes de entrar em vigor.
Impacto pode ser global
Os Estados Unidos recebem centenas de milhares de estudantes internacionais todos os anos e são um dos principais destinos de intercâmbio acadêmico do mundo. Caso as novas regras sejam implementadas, universidades, instituições de pesquisa, empresas de comunicação e milhares de estrangeiros poderão sentir os efeitos das mudanças.
A iniciativa reforça a estratégia de Donald Trump de ampliar o controle migratório, tema que voltou a ocupar o centro de sua agenda política e deve seguir entre os principais assuntos do debate nacional nos próximos meses.