Depoimento de Flávio Bolsonaro à PF ganha data e coloca comparação entre Lula e Maduro no centro de investigação

Senador será ouvido por determinação de Alexandre de Moraes após publicação em redes sociais em que afirmou que presidente poderia ser “delatado”; defesa pediu que parlamentar fosse ouvido no caso
Redação NC News
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) deverá prestar depoimento à Polícia Federal no dia 28 de julho em uma investigação que apura uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A oitiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma publicação feita pelo parlamentar nas redes sociais envolvendo uma comparação entre Lula e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

A investigação teve início após Flávio afirmar que Lula “será delatado” e relacionar o presidente brasileiro a possíveis crimes. Segundo a Polícia Federal, a declaração teria atribuído falsamente ao petista envolvimento em crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a grupos terroristas.

O que motivou a investigação contra Flávio Bolsonaro?

O caso envolve uma publicação feita pelo senador durante críticas ao governo Lula. Na postagem, Flávio Bolsonaro comparou o presidente brasileiro ao líder venezuelano Nicolás Maduro e afirmou que Lula poderia ser alvo de uma delação.

Para os investigadores, a declaração ultrapassou o limite da crítica política e poderia configurar uma acusação falsa de prática criminosa contra o presidente da República.

A apuração busca esclarecer se houve crime de calúnia, que ocorre quando alguém atribui falsamente a outra pessoa um fato definido como crime.

Por que Flávio Bolsonaro será ouvido pela Polícia Federal?

A decisão para que o senador seja ouvido ocorreu após um pedido da defesa do parlamentar.

Os advogados argumentaram que Flávio ainda não havia prestado depoimento durante a fase de investigação e solicitaram que ele tivesse a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao retorno do caso à Polícia Federal para realização da oitiva do investigado.

Ao determinar o depoimento, Alexandre de Moraes destacou justamente a necessidade de ouvir Flávio Bolsonaro antes da continuidade da investigação.

O que acontece depois do depoimento?

Após a oitiva, a Polícia Federal poderá analisar os argumentos apresentados pelo senador e reunir novos elementos para o andamento do caso.

A investigação ainda não representa uma condenação ou confirmação de crime. Flávio Bolsonaro é tratado como investigado, e a análise dependerá da apuração dos fatos e das manifestações das autoridades envolvidas.

Caso sejam encontrados elementos suficientes, o procedimento poderá avançar para novas etapas previstas no processo judicial.

Qual é a relação do caso com a disputa política?

A investigação ocorre em meio ao ambiente de disputa política entre grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao governo Lula.

Flávio Bolsonaro é um dos principais nomes do campo político ligado ao bolsonarismo e aparece como pré-candidato do PL à Presidência da República.

A abertura do procedimento envolvendo uma declaração contra Lula aumenta a tensão entre aliados dos dois lados e coloca novamente no centro do debate a disputa de narrativas entre oposição e governo federal.

Entenda o contexto

O caso começou após uma manifestação pública de Flávio Bolsonaro nas redes sociais em que o senador fez críticas ao presidente Lula e citou o nome de Nicolás Maduro. A Polícia Federal passou a analisar se as declarações poderiam configurar uma acusação falsa de crime contra o presidente.

A defesa do senador pediu que ele fosse ouvido antes de qualquer avanço da investigação, alegando que ele ainda não havia apresentado sua versão oficialmente. A PGR concordou com a realização do depoimento, e Alexandre de Moraes determinou que a oitiva ocorra na Polícia Federal.

O depoimento será uma das próximas etapas para esclarecer o conteúdo das declarações e avaliar se houve ou não irregularidade na manifestação feita pelo parlamentar.

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