Família do presidente do TCU vence contrato bilionário no Porto de Santos; Justiça trava negócio

Consórcio integrado por familiares do presidente do Tribunal de Contas da União conquistou contrato para operar pátio de caminhões, mas processo foi suspenso após questionamentos sobre possíveis restrições à concorrência.
Redação NC News
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Um contrato de aproximadamente R$ 1 bilhão firmado para a operação de um pátio regulador de caminhões no Porto de Santos colocou o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, no centro de uma nova controvérsia. O consórcio vencedor da licitação reúne a esposa, o cunhado e o sogro do ministro.

Embora Bruno Dantas não integre a sociedade nem tenha participado formalmente da concorrência, o caso ganhou repercussão porque o TCU é o órgão responsável por fiscalizar a aplicação de recursos públicos e acompanhar contratos da administração federal. A licitação, além disso, foi suspensa pela Justiça após questionamentos sobre a forma como foi conduzida.

Como foi a licitação

O contrato prevê a operação de um pátio destinado à organização do fluxo de caminhões que acessam o Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina.

Segundo a apuração, o edital foi disputado por apenas um consórcio. A única empresa concorrente acabou inabilitada antes da fase final da disputa, deixando apenas o grupo formado pelos familiares do ministro na concorrência.

A Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (Abratec) questionou o processo e afirmou que o prazo para apresentação das propostas foi extremamente curto para um contrato desse porte, o que teria dificultado a participação de outras empresas.

Por que a Justiça suspendeu o contrato?

A licitação está suspensa desde 16 de junho por decisão judicial.

Entre os argumentos apresentados estão suspeitas de que as regras do edital poderiam ter restringido a concorrência, favorecendo um número reduzido de participantes. A ação ainda será analisada pela Justiça e não há decisão definitiva sobre a validade do processo.

Até o momento, não há decisão judicial que aponte irregularidade cometida pelos integrantes do consórcio vencedor.

O que acontece agora?

Com a suspensão judicial, o contrato permanece sem execução definitiva até que haja uma decisão sobre a legalidade da licitação.

Caso a Justiça conclua que não houve irregularidades, o processo poderá ser retomado. Se forem identificados problemas capazes de comprometer a concorrência, o edital poderá ser anulado ou sofrer alterações.

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