O Goiás vence a Ponte Preta por 2 a 1 na tarde deste sábado, 18 de julho de 2026, e aprofunda a crise alvinegra no Moisés Lucarelli. Em jogo marcado por dois pênaltis, intervenção do VAR e protagonismo de Kadu Sousa, o time esmeraldino sai fortalecido da 18ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Vitória que reacende a briga pelo acesso
O resultado tem peso direto na parte de cima e de baixo da tabela. O Goiás chega a 28 pontos, assume a sétima posição e se coloca ao alcance da zona de playoffs. Vinha de três partidas invicto e agora amplia a sequência positiva justamente no momento em que a competição se aproxima do fim do primeiro turno.
O triunfo fora de casa dá fôlego ao trabalho de Mozart e reposiciona o clube na corrida pelo acesso, depois de uma sequência de quatro derrotas em maio que parecia comprometer a campanha. Como sintetiza análise publicada mais cedo, “a vitória, claro, manteria-a na contenda”.
Na outra ponta, a Ponte Preta permanece em 19º, com apenas 8 pontos. A equipe não vence há 11 jogos, perdeu 10 nesse período e chega à sexta derrota consecutiva, cenário que transforma cada rodada em ameaça real de queda à Série C.
Pressão máxima na Ponte e técnico sem ponto
A crise em Campinas ganha contornos mais graves. Desde que assumiu o comando em 14 de junho, Márcio Zanardi ainda não pontua com a Ponte. Como registrou o Estadão, “desde que estreou em 14 de junho, o técnico Márcio Zanardi não sabe o que é pontuar”.
O time se vê hoje a muitos pontos de distância do primeiro clube fora do Z-4 e convive com ambiente pesado nas arquibancadas e nos bastidores. A cada derrota, aumenta a pressão sobre a diretoria por reforços, mudanças táticas e até por uma troca no comando técnico.
O drama atual é consequência de uma temporada que já tinha sinais de alerta com a queda no Paulistão. A Série B apenas expõe, em sequência nacional, fragilidades acumuladas. A torcida assiste a um time que se entrega em campo, mas repete erros defensivos e sofre com falhas de concentração em momentos decisivos.
Kadu decide cedo, VAR entra em cena e Cadu erra pênalti
Dentro de campo, o enredo desta tarde se constrói desde os primeiros minutos. O Goiás se impõe e abre o placar logo aos 6 minutos, em jogada que resume a confiança atual da equipe. “A equipe esmeraldina abriu o placar aos 6 minutos do primeiro tempo”, descreve a Revista Factual.
Na tabela entre os atacantes, Cadu encontra Kadu Sousa na entrada da área. O camisa esmeraldino finaliza firme, sem chance para Guilherme Viana, e silencia o Moisés Lucarelli. A vantagem prematura deixa a Ponte aflita e exposta.
Aos poucos, o time da casa avança as linhas, força bolas aéreas e investe pelo lado esquerdo, com Kevyson. O prêmio vem aos 41 minutos, em lance que envolve a arbitragem de vídeo. Lucas Lima comete falta em Kevyson dentro da área, e a árbitra Charly Wendy Straub Deretti aponta a marca da cal. A Factual registra: “A árbitra Charly Wendy Straub Deretti assinalou pênalti para os donos da casa, após revisar o lance no VAR”.
Élvis assume a responsabilidade, bate no canto esquerdo de Thiago Rodrigues e empata. O gol acende a torcida e parece recolocar a Ponte no jogo. O alívio, porém, dura pouco.
Antes do intervalo, Kadu Sousa volta a aparecer com espaço. O atacante carrega a bola, arrisca de fora da área e coloca no canto, marcando o segundo dele na partida. O 2 a 1 no fim da primeira etapa devolve o Goiás ao controle emocional do jogo e desmonta a confiança recém-recuperada da Ponte.
O segundo tempo traz novo capítulo de tensão, de novo com participação do VAR. Em bola cruzada na área da Ponte, o zagueiro Lucas Cunha intercepta com o braço, e a arbitragem marca pênalti para o Goiás, confirmado pela checagem em vídeo. Cadu vai para a cobrança aos 20 minutos, com chance de ampliar e matar a partida. “Cadu foi para a cobrança aos 20 minutos, mas bateu por cima e desperdiçou”, relata a Revista Factual.
O erro devolve esperança à Ponte e torna o fim do jogo mais aberto, ainda que desorganizado. O time campineiro pressiona com cruzamentos, mas esbarra na própria ansiedade e na boa atuação do sistema defensivo goiano. O placar de 2 a 1 se mantém até o apito final.
Impacto na tabela, nos cofres e na vitrine
A vitória consolida a recuperação do Goiás em um momento de forte exposição da Série B. A partida é transmitida pela RedeTV na TV aberta e pelo Disney+ no streaming, ampliando o alcance nacional do clube. Mais minutos de tela em vitória fora de casa significam maior retorno para patrocinadores e fortalecimento da marca, algo precioso em ano de disputa acirrada por receitas.
O salto para o sétimo lugar, com 28 pontos, anima elenco e comissão técnica. O grupo passa a mirar, com mais convicção, a região dos seis primeiros colocados, que garante vaga nos playoffs do acesso. O vestiário sai de Campinas com a sensação de que o time aprende a ganhar fora e sustentar vantagem sob pressão.
Na Ponte, a derrota acende alertas também fora das quatro linhas. Com apenas 8 pontos em 18 rodadas, o risco esportivo se projeta em impactos financeiros concretos. Permanência prolongada na zona de rebaixamento derruba bilheteria, afasta investidores e diminui o poder de barganha em negociações futuras. A instabilidade técnica ainda dificulta a atração de reforços em meio à janela.
A atuação da arbitragem e do VAR entra no radar dos clubes para a sequência. A confirmação do pênalti para a Ponte e o pênalti marcado para o Goiás, depois desperdiçado, mostram como a tecnologia se torna parte central da narrativa de cada rodada. Lances assim podem influenciar diretamente campanhas de acesso ou queda.
O que vem pela frente para Goiás e Ponte
O Goiás volta para Goiânia com a chance de transformar a boa fase em série longa de resultados. Na quarta-feira, recebe o Sport no Hailé Pinheiro em jogo que pode colocá-lo de vez dentro do grupo dos candidatos mais fortes ao acesso. Um novo triunfo em casa, depois de vencer fora, tende a consolidar Mozart e seu modelo de jogo.
A Ponte viaja ao Paraná para enfrentar o Operário, também na quarta. O confronto ganha contornos de decisão antecipada pela permanência. A diretoria precisa decidir se preserva Márcio Zanardi para mais uma tentativa de reação ou se antecipa uma ruptura, ciente de que trocar treinador sem projeto claro pode agravar o caos.
O campeonato ainda oferece um turno inteiro para recuperação, mas a matemática começa a se impor. Cada ponto perdido em casa pesa dobrado. Se a ascensão do Goiás empurra o clube para o noticiário positivo, a crise da Ponte tende a se tornar um dos enredos centrais da Série B nas próximas semanas.
Como ficou a classificação de Goiás e Ponte após o jogo?
O Goiás chega a 28 pontos e assume a 7ª posição da Série B. A Ponte Preta permanece em 19º lugar, vice-lanterna, com apenas 8 pontos.
Quem decidiu o jogo entre Ponte Preta e Goiás?
Kadu Sousa marcou os dois gols do Goiás, aos 6 minutos e no fim do primeiro tempo. Élvis fez, de pênalti, o único gol da Ponte Preta.
O VAR influenciou diretamente o resultado?
Sim. O VAR confirmou o pênalti para a Ponte, convertido por Élvis, e também o pênalti para o Goiás no segundo tempo, que Cadu acabou desperdiçando.