A Argentina está em campo neste domingo (19) para disputar a final do Mundial contra a Espanha em busca de um feito histórico: conquistar o quarto título mundial de sua história. Com três taças no currículo, a seleção argentina tenta ampliar sua galeria de conquistas e se aproximar do Brasil, maior campeão do torneio.
Além do peso da decisão, a partida tem um ingrediente especial: pode marcar a despedida de Lionel Messi em Mundiais. Aos 39 anos, o camisa 10 argentino disputa seu último torneio e tenta encerrar sua trajetória com mais uma conquista pela seleção.
Quantos títulos mundiais a Argentina tem?
A Argentina possui três títulos do Mundial de Seleções, conquistados nos anos de 1978, 1986 e 2022.
A primeira estrela veio em casa, em 1978, quando a seleção argentina derrotou a Holanda por 3 a 1 na final disputada no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. A conquista marcou o início da Argentina como uma das grandes forças do futebol mundial.
O segundo título chegou oito anos depois, em 1986, no México. Liderada por Diego Maradona, a equipe argentina venceu a Alemanha Ocidental por 3 a 2 na decisão e eternizou uma das maiores atuações individuais da história dos Mundiais.
O tricampeonato demorou 36 anos para acontecer. Em 2022, no Catar, a Argentina venceu a França em uma final histórica. Após empate por 3 a 3 no tempo normal e na prorrogação, a seleção levou a melhor nos pênaltis e devolveu a taça ao país.
Argentina busca o tetracampeonato
Caso vença a Espanha na final de 2026, a Argentina conquistará o quarto título mundial e entrará novamente em uma lista restrita de seleções campeãs.
O tetra colocaria a equipe argentina com quatro troféus, apenas um atrás do Brasil, dono de cinco conquistas. Além disso, a seleção igualaria o número de títulos de Itália e Alemanha, reforçando ainda mais seu peso na história do futebol.
A missão, porém, é difícil. Do outro lado está uma Espanha invicta na competição e que chega à decisão como uma das equipes mais consistentes do Mundial.
Da frustração ao auge: a trajetória argentina nos Mundiais
A história argentina em finais de Mundial também tem momentos de dor. A seleção foi vice-campeã na primeira edição do torneio, em 1930, após derrota para o Uruguai.
Outras duas derrotas em decisões vieram contra a Alemanha, em 1990 e 2014. A última delas, no Brasil, ficou marcada pela oportunidade perdida de Messi conquistar o primeiro título mundial pela seleção.
A redenção veio em 2022, quando a Argentina voltou ao topo e encerrou um jejum de 36 anos sem levantar a taça.
Messi tenta fechar ciclo histórico com mais um título
O grande símbolo da Argentina atual é Lionel Messi. O craque chega à final de 2026 cercado de expectativas e tentando aumentar ainda mais seu legado com a camisa azul e branca.
Campeão mundial em 2022, Messi transformou uma trajetória marcada por críticas e cobranças em uma das histórias mais vitoriosas do futebol argentino.
Agora, diante da Espanha, o camisa 10 tem a chance de conquistar mais uma taça e encerrar sua passagem pelos Mundiais como protagonista absoluto.
Argentina pode mudar o ranking dos maiores campeões
Uma vitória na final colocaria a Argentina ainda mais próxima do grupo das maiores campeãs da história do Mundial.
Com quatro títulos, a seleção argentina ficaria atrás apenas do Brasil, que soma cinco conquistas, e passaria a dividir espaço com outras potências tradicionais do futebol.
Independentemente do resultado contra a Espanha, a geração liderada por Messi já ocupa um lugar especial na história argentina. O título de 2022 marcou o retorno ao topo, e a final de 2026 pode definir se esse ciclo termina com mais uma estrela no escudo.
Uma final entre tradição e renovação
A decisão entre Argentina e Espanha reúne duas histórias diferentes. A Argentina chega carregando décadas de tradição, três títulos mundiais e o peso de uma geração que marcou época.
A Espanha, por outro lado, busca seu segundo título e tenta confirmar o surgimento de uma nova era no futebol do país.
No fim, a pergunta que movimenta torcedores pelo mundo é uma só: a Argentina vai conquistar o tetra ou a Espanha vai voltar ao topo 16 anos depois do título de Iniesta?