O Ministério Público Federal (MPF) determinou o arquivamento definitivo da denúncia apresentada pelo PSOL contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A ação solicitava a investigação de uma doação financeira recebida durante o pleito de 2022.
Entenda o caso
O processo tramitou no órgão eleitoral sob a premissa de apurar repasses suspeitos, mas foi encerrado por absoluta escassez de elementos comprobatórios. Os principais desdobramentos incluem:
- A Acusação: O PSOL acionou o MPF pedindo a investigação de uma doação eleitoral feita à campanha de Tarcísio em 2022. A contribuição partiu de uma empresária que, segundo a sigla, teria ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Andamento e recurso: O procedimento original já havia sido arquivado por falta de provas. O partido, no entanto, protocolou um recurso contestando a decisão, o que motivou esta nova e definitiva análise por parte da Procuradoria Regional Eleitoral.
- Conclusão do MPF: O órgão encerrou o caso reforçando a total ausência de provas de qualquer conduta ilícita, tanto na esfera cível quanto na criminal, não justificando sequer o início de uma investigação preliminar.
A decisão oficial
Ao justificar a rejeição do recurso e o consequente arquivamento, o MPF destacou a fragilidade das acusações formuladas contra o atual governador paulista e a ausência de elos com atividades criminosas.
“Não há elemento concreto que vincule a doação eleitoral ao crime organizado e não há indício mínimo de ciência, participação, omissão ou facilitação atribuível ao governador.”