“Eleição da diretoria é competência exclusiva do conselho”, diz governo Tarcísio após questionamentos sobre Fundação ABC

Gestão estadual afirma que indicação para a presidência da entidade ocorreu a pedido dos municípios do ABC Paulista e defende que chamamento para contrato do Emílio Ribas seguiu critérios técnicos e a legislação
Redação NC News
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A crise envolvendo a Fundação ABC ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (24). Após questionamentos do Ministério Público de São Paulo sobre a contratação da entidade para atuar no Hospital Emílio Ribas e sobre a escolha de seu presidente, o governo Tarcísio de Freitas enviou um posicionamento oficial ao NC News defendendo a legalidade dos procedimentos e afirmando que “a eleição da diretoria é de competência exclusiva do conselho curador da entidade”.

A manifestação ocorre em meio à investigação que apura a contratação da Fundação ABC para a gestão de profissionais de saúde no hospital estadual e questiona a sequência de decisões administrativas envolvendo o atual comando da instituição.

O que disse o governo Tarcísio?

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, o governo paulista afirmou que a indicação para a presidência da Fundação ABC aconteceu após uma solicitação dos municípios que fazem parte da administração da entidade.

Segundo a gestão estadual, o nome escolhido levou em consideração a experiência do indicado na área de gestão hospitalar.

“O pedido dos municípios que compõem a administração da instituição ocorreu em razão da experiência do indicado na gestão hospitalar”, afirmou o governo.

A administração estadual também destacou que a escolha da diretoria da fundação não é feita diretamente pelo Executivo.

“A eleição da diretoria é de competência exclusiva do conselho curador da entidade”, informou a nota.

Por que a Fundação ABC entrou no radar do Ministério Público?

O caso passou a ser investigado após questionamentos sobre o contrato firmado entre o governo estadual e a Fundação ABC para atuação no Hospital de Infectologia Emílio Ribas. O Ministério Público analisa a legalidade do processo de chamamento público realizado para definir a entidade responsável pela prestação dos serviços de saúde.

A apuração considera a sequência de acontecimentos envolvendo integrantes da administração estadual e a contratação posterior da fundação.

O objetivo é verificar se houve algum conflito de interesses ou violação aos princípios da administração pública. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre o caso.

O NC News entrou em contato com a Fundação ABC e até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

O que o Ministério Público questiona?

A investigação busca esclarecer se houve algum problema na condução do processo administrativo que levou à contratação da Fundação ABC.

Entre os pontos analisados estão:

  • a sequência de decisões administrativas;
  • os critérios utilizados para escolha da entidade;
  • a possibilidade de conflito de interesses;
  • a necessidade ou não de manutenção do contrato.
  • O Ministério Público também questiona a opção pela terceirização dos serviços diante da existência de profissionais aprovados em concursos públicos.

O que acontece agora?

O caso segue em análise e ainda depende da avaliação da Justiça. A investigação deverá considerar os argumentos apresentados pelo Ministério Público, pelo governo estadual e pela Fundação ABC.

Enquanto não houver decisão final, os envolvidos permanecem com direito ao contraditório e à ampla defesa.

Entenda o contexto

A Fundação ABC é uma instituição tradicional na área da saúde pública e participa da gestão de serviços em diferentes municípios.

O episódio ganhou repercussão porque envolve uma contratação pública de grande impacto dentro da rede estadual de saúde e uma disputa sobre os critérios utilizados para escolha da entidade responsável pelo atendimento.

De um lado, o Ministério Público avalia possíveis questionamentos administrativos e pede análise sobre a continuidade do contrato. Do outro, o governo paulista afirma que os procedimentos seguiram regras técnicas e legais.

A Justiça deverá avaliar os argumentos apresentados pelas partes antes de qualquer decisão definitiva.

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