Armas, joias e dinheiro são apreendidos na casa do presidente da Câmara de Sumaré

Hélio Silva foi preso temporariamente durante operação que investiga financiamento, armazenamento e comercialização de drogas na região.
Redação NC News
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O presidente da Câmara Municipal de Sumaré, Hélio Silva (Cidadania), foi preso temporariamente na manhã desta quarta-feira (9), durante a Operação Archimagus, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Campinas. A ação investiga suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas na região.

Durante as buscas, foram apreendidos na casa do vereador armas, joias e dinheiro, segundo informações divulgadas sobre a operação. O material será analisado no decorrer da investigação.

Hélio Silva é candidato a deputado federal e está no terceiro mandato como vereador de Sumaré. Ele exerce a presidência da Câmara no biênio 2025-2026.

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Entenda o que aconteceu

A Operação Archimagus foi deflagrada nesta quarta-feira para aprofundar uma investigação sobre pessoas suspeitas de associação para a prática do tráfico de drogas.

Segundo a Polícia Federal, a apuração identificou indícios relacionados ao financiamento da compra de entorpecentes, ao armazenamento e à comercialização de drogas em pontos de tráfico na região de Sumaré.

Também são investigadas a possível utilização de imóveis e de pessoas jurídicas na dinâmica que está sendo apurada.

Presidente da Câmara foi preso

Hélio Silva foi um dos dois alvos de mandados de prisão temporária cumpridos durante a operação.

Até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente qual teria sido a participação específica do vereador no esquema investigado. A prisão é temporária e ocorre enquanto os investigadores aprofundam a apuração.

A defesa de Hélio Silva não havia se manifestado até a publicação das informações consultadas. A Câmara Municipal de Sumaré também não havia apresentado posicionamento.

Armas, joias e dinheiro foram apreendidos

Um dos pontos que chamaram atenção durante a operação foi a apreensão de armas, joias e dinheiro na residência do presidente da Câmara.

Os itens foram recolhidos durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão e deverão ser analisados pelos investigadores.

A apreensão, por si só, não estabelece a origem ou a finalidade dos objetos. Essas circunstâncias fazem parte da investigação.

Operação mira estrutura do tráfico

Além das prisões, a operação cumpriu dez mandados de busca e apreensão.

As medidas foram realizadas em Sumaré, Campinas e Vinhedo, em São Paulo, e em Jacutinga, em Minas Gerais. Entre os locais investigados está um endereço apontado como possível ponto de armazenamento de drogas.

A ação conta com participação de diferentes forças de segurança, incluindo Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Polícia Civil de São Paulo, além da Guarda Municipal de Paulínia.

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Investigação continua

A Operação Archimagus busca esclarecer como funcionaria a suposta estrutura investigada e identificar a participação de cada um dos alvos.

Os materiais apreendidos durante as buscas serão analisados pelas autoridades e podem ajudar na apuração sobre a origem dos recursos, a eventual movimentação de drogas e a utilização de imóveis ou empresas.

Até o momento, os investigados são considerados suspeitos e não há condenação definitiva pelos fatos apurados.

Quem é Hélio Silva

Hélio Silva, de 55 anos, nasceu em Porteirinha, em Minas Gerais, e exerce o terceiro mandato como vereador de Sumaré pelo Cidadania.

Ele foi eleito pela primeira vez em 2016 e reeleito em 2020 e 2024. Na eleição municipal de 2024, recebeu 1.916 votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

Em janeiro de 2025, foi reeleito para presidir a Câmara Municipal de Sumaré durante o biênio 2025-2026.

Entenda o contexto

A Operação Archimagus investiga uma possível estrutura ligada ao tráfico de drogas na região de Sumaré. De acordo com a Polícia Federal, a apuração reúne indícios sobre financiamento para aquisição de entorpecentes, armazenamento e comercialização.

A operação cumpriu dois mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão em quatro cidades de São Paulo e Minas Gerais. Entre os presos está Hélio Silva, presidente da Câmara de Sumaré e candidato a deputado federal.

A investigação ainda está em andamento. A participação específica de cada suspeito e a relação dos itens apreendidos com os crimes investigados deverão ser esclarecidas pelas autoridades ao longo da apuração.

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