Kimi Antonelli, da Mercedes, amplia a liderança do Mundial de F1 (Fórmula 1) e chega a 219 pontos após o GP da Hungria, abrindo 50 de vantagem sobre os rivais. O italiano de 19 anos consolida o domínio da equipe alemã na temporada mais equilibrada dos últimos anos.
Mercedes dispara, rivais correm atrás
A atualização da classificação nesta semana confirma a Mercedes como referência técnica e esportiva do campeonato. Antonelli e George Russell ocupam as duas primeiras posições entre os pilotos e empurram a equipe à frente na disputa de construtores.
Antonelli não vence na Hungria, mas o terceiro lugar é suficiente para ampliar a folga. Ele cruza a linha atrás de Lando Norris, da McLaren, e de Max Verstappen, da Red Bull, mas termina à frente dos adversários diretos na briga pelo título. Em resumo: transforma um pódio discreto em golpe duro na concorrência.
A Ferrari, agora com Lewis Hamilton como líder técnico e esportivo, reage, soma vitórias e pódios, mas ainda assiste à Mercedes se distanciar. McLaren e Red Bull se mantêm no grupo da frente, alternando boas corridas e finais de semana problemáticos, sem conseguir emendar uma sequência que derrube a vantagem dos carros prateados.

O caminho de Antonelli até o topo
O campeonato de Antonelli se constrói na combinação de talento cru, sangue frio e um carro confiável. A primeira vitória na Fórmula 1, ainda no início da temporada, abre a porta para uma série de desempenhos dominantes. Depois vêm triunfos no Japão, em Mônaco, com liderança de ponta a ponta em Monte Carlo, e na Bélgica.
Aos 19 anos e sete meses, “ele se tornou o mais jovem piloto a liderar a temporada da Fórmula 1 em todos os tempos”, registra GZH. A marca histórica ajuda a explicar a repercussão em torno do italiano, que assume o papel de novo protagonista da categoria em meio a uma transição geracional evidente.
Nem tudo são vitórias fáceis. Em Mônaco, Antonelli precisa administrar uma corrida caótica, com sete carros fora da prova, seis abandonos e uma relargada que baralha as estratégias. Mesmo assim, controla o ritmo e vence, à frente de Hamilton e do novato Isack Hadjar, da Red Bull.
Em outra etapa, a aposta em uma corrida sólida é frustrada por um problema mecânico no fim, quando ele está em segundo. Abandona, vê Russell herdar a posição e Lando Norris completar o pódio. Mais tarde, em uma corrida marcada por falhas de suspensão, o italiano fica sem pontos, enquanto Charles Leclerc encerra uma má fase e volta a vencer, com Russell e Hamilton atrás dele.
Os tropeços, porém, são exceção. A vitória na Bélgica, sob pressão de Leclerc e com Verstappen em terceiro, reafirma o controle de Antonelli sobre o campeonato. Hamilton chega em quarto e aproveita um abandono de Russell para subir na classificação, alimentando a disputa interna pela vice-liderança.

Hamilton renasce, Norris confirma título, McLaren reage
Hamilton, agora de vermelho, volta a ter papel central. Em uma corrida decidida no detalhe estratégico, ele usa um safety car virtual para antecipar o pit stop, retornar à frente e vencer. Russell termina em segundo e Norris em terceiro. “Foi o primeiro pódio do britânico desde que se juntou à Ferrari”, lembra GZH, num sinal de que a troca de equipe começa a render.
O heptacampeão também aparece forte em Mônaco, onde termina em segundo atrás de Antonelli, e integra o pódio em uma etapa em que Russell larga na frente, mas não consegue segurar o ritmo até o fim. A Ferrari ainda sofre com irregularidade de Leclerc, que alterna abandonos e problemas com uma vitória que quebra um longo jejum.
A McLaren, por sua vez, mostra adaptação rápida ao novo regulamento. Em Miami, a equipe confirma o bom momento com Norris e Oscar Piastri brigando no grupo da frente. O australiano arranca um pódio na última volta, ao ultrapassar Leclerc, e reforça a imagem de dupla forte para médio prazo.
Na Hungria, Norris dá um passo simbólico. “Lando Norris venceu pela primeira vez como campeão mundial da Fórmula 1”, destaca GZH. Em Hungaroring, ele cruza à frente de Verstappen e Antonelli, em uma corrida que deixa a Ferrari fora do pódio e, paradoxalmente, aumenta a vantagem do italiano da Mercedes no campeonato.
Bortoleto pontua, Cadillac e Aston Martin afundam
O grid de 2026 também expõe a renovação da categoria. O brasileiro Gabriel Bortoleto estreia na Audi com um nono lugar, resultado que garante os primeiros pontos da equipe na Fórmula 1. A partir dali, se firma como presença constante no pelotão intermediário.
Em Mônaco, Bortoleto supera problemas iniciais e fecha em 12º, em uma prova cheia de incidentes. Na Bélgica, sobe o nível, termina em oitavo e volta a pontuar. Na Hungria, fica em 11º, perto da zona de pontos, em um fim de semana que confirma a Audi como projeto em construção, mas com margem clara de evolução.
Cadillac e Aston Martin vivem a face oposta da temporada. Valtteri Bottas, Sergio Perez e Lance Stroll ainda não marcam um ponto sequer, travados por quebras, erros e carros pouco competitivos. Em um campeonato de margens apertadas, a ausência de qualquer resultado expressivo pressiona orçamentos, comitês técnicos e, sobretudo, o futuro dos pilotos.
Disputa aberta, pressão máxima
A tabela atualizada após o GP da Hungria expõe um cenário de forças nítido: Mercedes na frente, Ferrari, McLaren e Red Bull brigando por espaço, Audi em ascensão lenta e Cadillac e Aston Martin afundadas na parte de baixo.
Na prática, a liderança com 219 pontos e 50 de vantagem permite à Mercedes pensar em gestão de risco. A ordem interna é manter a consistência, evitar erros operacionais e administrar a convivência entre Antonelli, candidato ao título, e Russell, firme na vice-liderança e ainda sonhando com uma virada.
Entre os rivais, a resposta passa por pacotes aerodinâmicos, atualizações de motor e decisões táticas mais agressivas. Ferrari precisa transformar o bom momento de Hamilton em pontos mais regulares, enquanto tenta estabilizar Leclerc. McLaren sabe que dispõe de um Norris em alta e de um Piastri em crescimento, mas ainda paga por finais de semana de execução falha. Red Bull oscila entre pódios com Verstappen e dias em que luta apenas por danos menores.
O campeonato segue em ritmo intenso. Cada corrida reabre a conta do título e do Mundial de Construtores, mas, a cada atualização de tabela, o nome de Kimi Antonelli se fixa mais no topo. As próximas etapas dirão se a temporada de 2026 confirma um novo domínio duradouro ou se guarda a reviravolta que as rivais ainda prometem entregar.