O sistema penitenciário federal brasileiro reúne atualmente integrantes de 40 facções criminosas de diferentes regiões do país. O dado faz parte de um levantamento que evidencia a dimensão do crime organizado no Brasil e os desafios enfrentados pelas forças de segurança para conter a atuação dessas organizações.
As unidades federais de segurança máxima foram criadas para receber presos considerados de alta periculosidade, principalmente lideranças e integrantes de grupos criminosos com forte influência fora dos presídios. O objetivo é impedir que essas pessoas continuem comandando atividades ilícitas de dentro das cadeias estaduais.

O levantamento mostra que, além das grandes facções de atuação nacional, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), diversas organizações regionais também possuem integrantes transferidos para o sistema federal. A presença desses grupos demonstra como o crime organizado se expandiu nos últimos anos e passou a atuar em praticamente todas as regiões do Brasil.
Segundo especialistas em segurança pública, o avanço das facções está ligado à disputa por rotas do tráfico de drogas, controle de territórios e outras atividades criminosas, como roubos, lavagem de dinheiro, extorsões e homicídios. Em muitos casos, esses grupos mantêm conexões interestaduais e até internacionais.
Os presídios federais operam sob um rígido esquema de segurança, com monitoramento constante, controle de visitas e restrições de comunicação. As medidas têm como principal finalidade reduzir a influência das lideranças criminosas e dificultar a transmissão de ordens para integrantes que permanecem em liberdade.
O levantamento também reforça a necessidade de integração entre os órgãos de segurança pública e os sistemas penitenciários estaduais e federal. Para especialistas, o compartilhamento de informações e o fortalecimento das estratégias de inteligência são fundamentais para enfrentar a crescente atuação das facções criminosas em todo o país.