Zema promete “megapresídio” na Amazônia e classificar organizações criminosas como terroristas

Candidato à Presidência pelo Partido Novo defende construção de unidade prisional de acesso restrito, operada com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), e promete classificar organizações criminosas como terroristas.
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O candidato à Presidência da República em 2026 pelo Partido Novo, Romeu Zema, anunciou nesta segunda-feira (27) a intenção de construir um “megapresídio” no meio da Floresta Amazônica caso seja eleito. A declaração foi feita durante a convenção de seu partido no Distrito Federal.

O objetivo da proposta, segundo Zema, é isolar de forma rigorosa as principais lideranças do crime organizado no país. A unidade prisional seria instalada em uma região remota e de difícil acesso, cuja entrada seria permitida única e exclusivamente por meio de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Durante o evento, o candidato também afirmou que pretende classificar todas as facções criminosas do país como grupos terroristas.

Críticas ao sistema prisional e foco na segurança

Zema, que renunciou ao cargo de governador de Minas Gerais no dia 22 de março deste ano para focar em sua campanha ao Palácio do Planalto, tem adotado o endurecimento das políticas de segurança pública como uma de suas principais bandeiras eleitorais.

Para justificar a necessidade da instalação na Amazônia, o agora candidato argumentou que o sistema carcerário atual não impõe restrições suficientes aos chefões do crime. Ele criticou a facilidade de comunicação que esses detentos mantêm com o exterior.

“Nós temos de dar uma resposta à altura. Hoje, esses líderes do crime organizado ficam aí recebendo visita de advogado, de não sei mais quem. Parece que ser criminoso aqui no Brasil é um bom negócio. Nós temos que mudar isso”, declarou o candidato.

Zema concluiu sua linha de raciocínio comparando a criminalidade com a burocracia enfrentada por quem tenta atuar dentro da legalidade no país. Segundo ele, o excesso de tributos e de regras torna o empreendedorismo injusto. “O pior é investir numa empresa, pagar impostos, fazer tudo de acordo com a lei. É dificílimo. Ser bandido é fácil; trabalhar é difícil, ganhar pouco e enfrentar complicações do Estado”, afirmou.

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