A corrida pelo Governo de Minas Gerais começa a ganhar contornos mais claros. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (28) mostra o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança em todos os cenários simulados para a eleição de 2026. Enquanto isso, a disputa pela segunda colocação permanece aberta, com Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT) e Mateus Simões (PSD) dentro da margem de erro em diferentes cenários.
O levantamento também revela um cenário de forte indefinição entre o eleitorado, com elevado percentual de indecisos e votos brancos ou nulos, indicando que a disputa ainda pode sofrer mudanças ao longo dos próximos meses.

O que mostra a pesquisa?
No principal cenário estimulado, em que os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos pré-candidatos, Cleitinho aparece com 35% das intenções de voto.
Na sequência estão:
Cleitinho Azevedo (Republicanos): 35%
Alexandre Kalil (PDT): 12%
Patrus Ananias (PT): 10%
Mateus Simões (PSD): 6%
Gabriel Azevedo (MDB): 4%
Ben Mendes (Missão): 2%
Flávio Roscoe (PL): 2%
Maria da Consolação (PSOL): 1%
Indecisos somam 15%, enquanto 13% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas.
Nos demais cenários simulados, Cleitinho mantém desempenho semelhante, variando entre 34% e 35%.
Quem disputa a segunda colocação?
Embora Cleitinho apareça isolado na liderança, o levantamento indica uma disputa equilibrada entre os demais nomes.
Alexandre Kalil lidera esse grupo em alguns cenários, seguido de perto por Patrus Ananias e Mateus Simões, que aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

Quando Cleitinho não é incluído na simulação, Kalil registra 15%, Patrus aparece com 13% e Mateus Simões alcança 9%, evidenciando um cenário bastante aberto para a formação da principal chapa de oposição ao líder da pesquisa.
Cleitinho ainda não confirmou candidatura
Apesar da vantagem nas pesquisas, Cleitinho ainda não oficializou se disputará o Governo de Minas.
Nos últimos dias, tanto o Republicanos quanto o PL realizaram convenções estaduais sem definir um nome para a disputa. O PL, inclusive, decidiu aguardar a posição do senador antes de anunciar qualquer estratégia para a eleição.
Essa indefinição faz com que o cenário eleitoral ainda permaneça sujeito a mudanças.
Como seria um eventual segundo turno?
A Quaest também simulou confrontos diretos.
Nos cenários em que participa, Cleitinho venceria todos os adversários testados.
Confira os principais resultados:
Cleitinho x Alexandre Kalil: 44% a 29%;
Cleitinho x Patrus Ananias: 46% a 31%;
Cleitinho x Mateus Simões: 46% a 15%.

Sem Cleitinho na disputa, os confrontos ficam muito mais equilibrados.
No cenário entre Alexandre Kalil e Mateus Simões, os dois aparecem praticamente empatados: 30% para Kalil e 29% para Simões.
Já no confronto entre Patrus Ananias e Mateus Simões, ambos registram 30%, configurando empate técnico.

Pesquisa espontânea mostra grande número de indecisos
Quando os entrevistados responderam sem receber uma lista de candidatos, o nível de indefinição ficou ainda mais evidente.
Cleitinho aparece com 6% das citações espontâneas, enquanto Alexandre Kalil, Mateus Simões e Patrus Ananias registram 1% cada.
O dado que mais chama atenção é que 88% dos entrevistados disseram ainda não saber em quem votar.
Como foi feita a pesquisa?
O levantamento foi realizado pela Quaest, contratado pela Genial Investimentos.
Foram entrevistados 1.482 eleitores em Minas Gerais entre os dias 22 e 26 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-03490/2026.
Entenda o contexto
As eleições para o Governo de Minas Gerais ainda estão em fase de pré-campanha, e muitos partidos sequer oficializaram seus candidatos. Nesse cenário, pesquisas servem para medir o momento político, mas não representam resultado definitivo da eleição.
O levantamento mostra que Cleitinho larga em vantagem, enquanto a disputa pelo segundo lugar permanece aberta. O alto número de indecisos também indica que o cenário pode mudar conforme as candidaturas forem confirmadas e a campanha eleitoral ganhar força.