Jogos amistosos das seleções terão até 4 partidas em 15 dias em set/out

Novo ciclo das seleções terá até quatro partidas amistosas em apenas 15 dias, com foco em torneios continentais.
Redação NC News
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As seleções nacionais de futebol iniciam um novo ciclo de renovação com calendário mais concentrado de amistosos internacionais e torneios continentais, em meio à preparação para o Mundial de Seleções de 2030.

Data Fifa estendida redesenha o calendário

A principal virada está na unificação das tradicionais janelas de setembro e outubro em uma única pausa internacional. Entre 24 de setembro e 6 de outubro, seleções de diferentes continentes terão quase duas semanas dedicadas exclusivamente a jogos entre países.

“A entidade uniu os períodos dos dois meses em um só, possibilitando quase 15 dias de jogos entre seleções, que podem ter até quatro partidas durante a pausa”, registra o portal R7 Esportes. O desenho permite uma sequência mais longa de treinos, testes e partidas, algo raro no calendário recente.

Esse arranjo fortalece os amistosos das seleções e transforma a janela em espécie de minitemporada. Técnicos ganham tempo para mexer em esquemas, promover jovens e observar novos convocados diante de adversários de peso.

Liga das Nações abre a fila dos grandes jogos

A edição 2026-27 da Liga das Nações começa justamente nessa grande janela. O torneio europeu, que já se consolida como competição de peso entre seleções, terá logo na primeira rodada um confronto que chama atenção.

“Na primeira rodada, está programado um duelo entre Inglaterra e Espanha, em Wembley, na reedição da final da última Eurocopa”, informa o R7 Esportes. O jogo simboliza bem o novo momento: amistosos e partidas oficiais misturam preparação com alto nível competitivo.

As seleções mais tradicionais usam o período para inaugurar novos ciclos técnicos. “Jorge Jesus fará sua estreia por Portugal contra País de Gales”, diz o R7. O mesmo vale para outras potências. “Zidane pode ter seu primeiro compromisso pela França diante da Turquia” e “Klopp pode começar sua jornada na Alemanha encarando a Holanda”, completa o site.

Os jogos, embora inseridos em competições como a Liga das Nações, funcionam como vitrine para a reformulação das equipes que sonham com o Mundial de 2030.

Concacaf, África e Ásia aceleram seus projetos

Na Concacaf, a Liga das Nações também estrutura o calendário. A competição serve de caminho para a Copa Ouro e organiza os amistosos internacionais masculinos da região. Estados Unidos, México, Canadá e Panamá entram apenas na fase final, prevista para novembro, mas já observam adversários e desempenho dos concorrentes diretos.

Curaçao e Haiti, que disputam a elite após acesso na última edição, integram o grupo de seleções emergentes que aproveitam a sequência de jogos para ganhar rodagem. A Confederação da América do Norte, Central e Caribe usa a Liga das Nações para dar relevância esportiva a datas que antes abrigavam apenas amistosos esparsos.

O continente africano vive momento ainda mais intenso. As eliminatórias para a Copa Africana de Nações já estão em andamento, com 48 seleções divididas em 12 grupos. Cada chave tem quatro times, e as duas melhores avançam ao torneio que será disputado em Tanzânia, Uganda e Quênia.

Cabo Verde, sensação do último Mundial de Seleções, está no Grupo K. Marrocos, que também se destaca nos últimos anos, disputa o Grupo A. Costa do Marfim e Gana caíram na mesma chave, ao lado de Gâmbia e Somália. O volume de partidas oficiais aumenta a exposição e o nível competitivo de seleções que, até pouco tempo atrás, apareciam pouco no noticiário global.

Na Ásia, a primeira grande parada deste ciclo já tem data. “A primeira Copa Continental deste ciclo acontece na Ásia, entre os dias 7 de janeiro e 5 de fevereiro, com 24 seleções participando da Copa da Ásia na Arábia Saudita”, lembra o R7 Esportes. O torneio abre a temporada de copas continentais e funciona como laboratório de luxo para seleções da região.

Brasil estreia ciclo com amistosos na Austrália

As seleções sul-americanas, asiáticas e da Oceania ainda não têm competições oficiais marcadas para a primeira Data Fifa estendida, mas preenchem o período com amistosos. O Brasil lidera esse movimento.

“O Brasil já anunciou dois confrontos contra a Austrália, que acontecem nos dias 25 e 29 de setembro, em Townsville e Brisbane, respectivamente”, informa o R7 Esportes. A CBF ainda trabalha para fechar ao menos mais um jogo em outubro, em Singapura, com adversário a ser definido.

Os duelos na Oceania e no sudeste asiático marcam a largada de um processo de renovação que atinge tanto o elenco quanto a comissão técnica. O time nacional volta a ter sequência de treinos mais longa, algo valorizado por qualquer treinador que tenta implementar ideias novas em pouco tempo.

Outros países da região planejam amistosos na janela, ainda que sem calendário oficial divulgado. A tendência é que rivais tradicionais da América do Sul e seleções emergentes da Ásia e da Oceania se encontrem em campos neutros, em busca de ritmo e de visibilidade.

Quem ganha e quem perde com o novo modelo

A concentração de jogos em uma única janela forte tem efeitos diversos. Confederações e federações nacionais veem chance de maximizar receitas com direitos de transmissão e patrocínios, já que o bloco de quase 15 dias facilita a venda de pacotes comerciais e de programação esportiva.

Para torcedores, os jogos amistosos de hoje ganham relevância. O calendário de amistosos e torneios continentais passa a oferecer uma sequência quase diária de confrontos entre seleções, muitos deles com peso emocional de mata-mata, mesmo quando valem apenas pontos em ligas regionais.

Seleções emergentes como Cabo Verde, Marrocos, Costa do Marfim e Gana, além de países participantes da Copa do Sudeste Asiático, lucram com o aumento da quantidade de partidas oficiais. Mais jogos significam mais experiência em nível internacional, maior exposição de jogadores e, possivelmente, mais transferências para centros maiores.

Clubes, por outro lado, olham com cautela para o novo modelo. O aumento do número de datas reservadas a seleções, somado às longas viagens, pressiona o físico dos atletas e complica a gestão dos elencos em campeonatos nacionais e continentais. Técnicos de clubes terão de conviver com desfalques mais longos e eventuais retornos tardios.

Setores ligados à mídia esportiva e à organização de eventos surfam a onda. A concentração de amistosos e partidas oficiais em curtos períodos facilita a montagem de grades de transmissão, programas ao vivo e coberturas especiais dedicadas a jogos amistosos de hoje ao vivo, um filão cada vez mais explorado por plataformas de streaming.

Próximos passos até as Eliminatórias do Mundial de 2030

As próximas janelas internacionais vão indicar se o novo modelo de Data Fifa estendida veio para ficar. Confederações avaliam o desgaste dos atletas, a qualidade dos jogos e o retorno financeiro antes de consolidar o formato para os próximos anos.

A sequência natural passa pela definição dos calendários oficiais de seleções sul-americanas, asiáticas e da Oceania, hoje ainda em aberto. Essas regiões precisam acomodar amistosos, copas continentais e, mais à frente, o início das Eliminatórias para o Mundial de Seleções de 2030.

O desempenho das equipes nesta fase de testes terá efeito direto nas decisões futuras. Se o período concentrado de amistosos e competições elevar o nível técnico e acelerar a renovação dos elencos, a pressão para manter o modelo tende a crescer. Caso o desgaste físico pese mais que os benefícios esportivos, clubes e ligas nacionais devem intensificar o lobby por ajustes.

Até lá, o torcedor acompanha um cenário raro: seleções em campo com frequência, técnicos estreando em potências tradicionais e uma sucessão de amistosos partidas e jogos oficiais que dão cara nova ao futebol de seleções no pós-Mundial.

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