Tênis: Com US Open na porta, Rusedski traz dúvida sobre Alcaraz

Alcaraz enfrenta dúvidas para o US Open 2026 após lesão no punho, enquanto fãs buscam onde acompanhar as partidas de hoje.
Redação NC News
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Greg Rusedski coloca em dúvida, de forma pública, a presença de Carlos Alcaraz no US Open de tênis, último Grand Slam da temporada. O ex-top 4 mundial vê na lesão no punho do espanhol um problema mais sério do que os vídeos de treino sugerem e afirma que ficaria “muito surpreso” se o número 2 do ranking entrar em quadra em Nova York.

Alcaraz fora de Montreal e sob risco em Cincinnati e Nova York

Alcaraz está fora do circuito desde abril, afastado por uma lesão no punho direito. Às vésperas da gira de quadras duras na América do Norte, o espanhol já tomou a primeira decisão concreta: não se inscreve no Masters de Montreal, que começa em 2 de agosto.

O calendário ainda reserva o Masters de Cincinnati logo na sequência e, depois, o US Open, que concentra a atenção de fãs que procuram onde assistir ao torneio, os jogos de hoje e as transmissões de tênis ao vivo na TV. A presença de Alcaraz, porém, torna-se cada vez mais improvável, na leitura de Rusedski.

“Ficaria muito surpreso se ele jogasse no US Open, porque o que notei ao assistir ao vídeo é que ele bate na bola com pouca força, mal faz contato com ela e faz certos movimentos”, afirma o britânico. “E quando ele estava sacando, você percebeu que ele não estava sacando corretamente? Ele fazia todo o movimento, aterrissava, deixava a bola cair e então começava o movimento todo de novo.”

Para Rusedski, o material publicado pelo próprio Alcaraz, em vez de tranquilizar o público, aumenta a apreensão. “Para mim, postar um vídeo assim, imagino que dê publicidade para dizer: ‘Vejam, estou trabalhando duro para tentar voltar aos trilhos’, mas levanta mais perguntas do que respostas e indica que há algo muito mais sério acontecendo se ele realmente não estiver batendo bem na bola”, completa.

Vídeo que era para tranquilizar expõe limitações

O vídeo citado pelo ex-tenista mostra Alcaraz de volta às quadras, mas sem a intensidade habitual. Os golpes aparecem encurtados, com pouca rotação e evidente cuidado para evitar impacto pleno no punho. O saque, arma crucial em quadras rápidas, parece o golpe mais afetado, com movimento interrompido e repetido em busca de confiança e estabilidade.

Esse retrato contrasta com a imagem de dominância que o espanhol constrói nos últimos anos, ao se tornar um dos principais rostos do circuito masculino. A cautela atual indica que a equipe do jogador evita qualquer risco que possa transformar a lesão em problema crônico.

A ausência desde abril já compromete o ritmo competitivo e ameaça o ranking. Hoje número 2 do mundo, Alcaraz vê rivais diretos, como Novak Djokovic e Alexander Zverev, manterem presença nos grandes palcos e somarem pontos enquanto ele tenta apenas voltar a treinar sem dor.

Impacto esportivo e comercial no US Open de tênis

A eventual ausência de Alcaraz redesenha o cenário do US Open de tênis 2026. No plano esportivo, o torneio perde um protagonista em plena fase de ascensão, capaz de rivalizar com Djokovic e de atrair a nova geração de fãs. Sem o espanhol, candidatos ao título ganham espaço imediato, e a chave masculina pode ficar mais aberta para nomes como o próprio sérvio e outros integrantes da elite.

No plano comercial, organizadores, patrocinadores e emissoras que exibem tênis ao vivo, como a ESPN, precisam ajustar discursos e estratégias. Um torneio que vende rivalidades e estrelas sente a falta de um dos rostos mais populares do circuito. Para quem busca “US Open de ténis onde assistir” ou “US Open jogos de hoje masculino”, a narrativa muda: o foco se desloca de um duelo entre gerações para a caça ao título em um cenário menos previsível.

Rusedski, que conhece bem a pressão de grandes palcos, insiste para que o espanhol e sua equipe priorizem a carreira longa, ainda que o custo imediato seja alto. “Ele é um astro, e espero que se recupere e encontre uma maneira de resolver esse problema no pulso. Mesmo que precise descansar pelo resto da temporada e possa retornar totalmente recuperado no final, isso seria positivo”, diz.

O britânico reforça que o interesse do esporte precisa prevalecer sobre qualquer urgência individual. “Então, que ele dedique o tempo necessário, não corra riscos e vamos torcer para que se recupere, porque não o queremos fora do tênis, já que ele é indispensável para o tênis masculino”, conclui.

Quem ganha espaço com o vazio de Alcaraz

Enquanto o espanhol tenta salvar o punho e a temporada, outros jogadores olham para o US Open de ténis 2026 como oportunidade rara. Djokovic, que segue confirmado, entra ainda mais como referência de experiência e consistência. Adversários de segunda linha, que costumam bater no teto nas oitavas ou quartas de final, passam a enxergar uma brecha para uma campanha histórica.

Para o público, o campeonato continua oferecendo jogos de alto nível, tanto no masculino quanto no feminino. Fãs que acompanham “tênis ao vivo na TV hoje” e procuram “US Open jogos de hoje” ainda terão uma programação cheia, com rodadas longas e confrontos entre cabeças de chave em busca de protagonismo.

O vazio simbólico, porém, permanece. Alcaraz ajuda a contar a história do circuito, alimenta a transição de gerações e dialoga com um público mais jovem. Sua ausência prolongada dilui parte dessa narrativa e obriga o torneio a construir novos enredos em pouco tempo.

Calendário em suspense e recuperação vigiada

O próximo passo concreto na trajetória de recuperação passa por exames médicos detalhados e por uma decisão dura: encerrar de vez a temporada ou forçar um retorno apressado. A tendência, pela leitura de Rusedski, é que a equipe adote a primeira opção, protegendo o futuro do tenista de 23 anos.

Os próximos dias serão decisivos para definir se o espanhol tenta um último esforço para Cincinnati e Nova York ou se confirma a pausa total. Até lá, vídeos de treino, comunicados e sinais nas redes sociais servirão como termômetro para torcedores, analistas e para a própria organização do US Open, que precisa planejar sessões noturnas, distribuição de quadras principais e campanha de marketing sem a garantia de uma de suas atrações centrais.

Enquanto o punho de Alcaraz dita o ritmo de decisões, o circuito masculino se reorganiza em torno da ausência de um dos seus pilares recentes. O desfecho da história, se com retorno ainda neste ano ou apenas mais adiante, definirá não só o US Open de ténis 2026, mas também o equilíbrio de forças no topo do ranking nos próximos meses.

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