Capital registra 16 latrocínios no 1º semestre, menor patamar desde 2001

Capital paulista registrou 16 roubos seguidos de morte entre janeiro e junho, menor número desde o início da série histórica; queda foi mais significativa na região central e nas zonas Leste e Oeste.
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A cidade de São Paulo registrou 16 latrocínios entre janeiro e junho de 2026, o menor patamar para o período desde o início da série histórica, em 2001. Nos seis primeiros meses do ano passado, haviam sido contabilizados 21 roubos seguidos de morte.

A redução ocorreu principalmente na região central e nas Zonas Leste e Oeste da capital, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

Somente em junho, a cidade teve um latrocínio, resultado que iguala a menor marca para o mês, registrada em 2007. Em junho de 2025, foram três casos.

Na região central, o número de ocorrências no semestre passou de quatro, no ano passado, para um latrocínio neste ano.

Na área que abrange bairros como Pinheiros, Jaguaré, Itaim Bibi, Butantã e Lapa, na Zona Oeste, os registros caíram de oito para quatro.

Na Zona Leste, as regiões de Ermelino Matarazzo, Itaquera e Lajeado registraram um latrocínio entre janeiro e junho de 2026. No mesmo período de 2025, foram três.

Para o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a redução dos latrocínios está relacionada à atuação conjunta das forças de segurança, com o reforço do policiamento e a investigação dos casos registrados. “Cada ocorrência é tratada como prioridade para identificar os autores, esclarecer os crimes e garantir que os responsáveis sejam levados à Justiça”, afirmou.

Investigações identificam suspeitos de crimes patrimoniais

Além do acompanhamento dos indicadores, a Polícia Civil mantém investigações para identificar autores de roubos que resultaram em morte ou em tentativas de latrocínio.

“A investigação busca reconstituir a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e reunir provas para responsabilizar os autores. A prisão de suspeitos que atuam de forma reiterada também evita que novas vítimas sejam atingidas”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.

No início de julho, um homem investigado por uma sequência de crimes patrimoniais foi preso no Capão Redondo, na Zona Sul. Segundo a polícia, ele é apontado como envolvido em duas tentativas de latrocínio e em um caso consumado.

A investigação foi conduzida pelo setor de inteligência do 47º Distrito Policial. Os agentes identificaram que o suspeito teria participado de roubos cometidos com arma de fogo, principalmente contra pessoas que estavam com motocicletas ou celulares.

Em outro caso, a Polícia Civil prendeu, em 18 de junho, um homem investigado por envolvimento na morte de um policial militar reformado durante um roubo na Zona Leste.

As apurações do 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, apontaram a participação de dois suspeitos. Um deles foi localizado depois de diligências e do cruzamento de informações realizado pelos investigadores.

PM reforça policiamento em áreas com registros de roubos

A Polícia Militar também ampliou, ao longo do primeiro semestre, o patrulhamento em áreas identificadas por análises criminais como pontos de maior incidência de roubos e furtos.

“O policiamento é definido com base na análise dos locais, horários e formas de atuação dos criminosos. A partir dessas informações, distribuímos as equipes nos pontos de maior vulnerabilidade, intensificamos as abordagens e ampliamos a capacidade de prevenir roubos e realizar prisões em flagrante”, afirmou a comandante-geral da PM, coronel Glauce Cavalli.

As operações foram direcionadas principalmente para regiões de grande circulação de pessoas, corredores viários, cruzamentos, áreas comerciais e locais onde motoristas ficam mais expostos durante congestionamentos.

Entre as ações realizadas está a Operação Impacto Quebra-Vidro, voltada ao combate de roubos e furtos praticados contra ocupantes de veículos. O policiamento foi concentrado em áreas definidas a partir do mapeamento das ocorrências e de informações produzidas pelos setores de inteligência.

Em maio, a PM realizou a Operação Impacto Força Total em Pinheiros, Vila Madalena e bairros próximos, na Zona Oeste. A ação teve como foco os roubos e furtos de celulares e outros objetos de valor, com reforço das abordagens e do patrulhamento ostensivo.

Em junho, a Operação Impacto Marginais ampliou a presença policial nas marginais Tietê e Pinheiros. A ação reuniu diferentes unidades da corporação para prevenir crimes patrimoniais em dois dos principais corredores viários da cidade, incluindo os delitos conhecidos como “quebra-vidros”.

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