Haddad diz que Lula é “motivo de inveja no mundo” e reforça defesa da chapa com Alckmin

Ministro da Fazenda afirmou que outros países gostariam de ter um líder como Lula e disse que a aliança com o vice-presidente representa uma união de forças em defesa da democracia
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Durante a convenção que oficializou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o presidente brasileiro é uma liderança admirada internacionalmente e declarou que outros países gostariam de ter um político com a trajetória de Lula.

“O presidente Lula é motivo de inveja no mundo. As pessoas gostariam de ter um Lula à sua disposição. Só que o Lula é brasileiro. Só que o Lula é nosso”, afirmou Haddad durante o discurso.

O ministro disse ainda que Lula seguirá à frente do país em um momento de desafios globais e comparou o cenário político e econômico internacional a um período de turbulência.

“O Lula vai continuar governando o Brasil enquanto o mar estiver revolto”, declarou.

Críticas ao governo Bolsonaro

Durante a fala, Haddad também direcionou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que Lula assumiu o governo, em 2023, após encontrar uma estrutura pública que, segundo ele, estava desorganizada.

“O presidente Lula sucedeu um presidente, se é que esse título cabe para o Bolsonaro, que desorganizou o país em todos os sentidos”, disse.

O ministro citou áreas como saúde, educação, ciência, tecnologia, assistência social e as contas públicas como setores que, na avaliação dele, precisavam ser reorganizados após a mudança de governo.

Defesa da aliança com Alckmin

Haddad também destacou a permanência da parceria entre Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, ressaltando que a composição da chapa representa uma aproximação entre grupos políticos que historicamente estiveram em lados opostos.

Segundo o ministro, a união entre os dois foi construída a partir do compromisso com a democracia e com o respeito ao resultado das urnas.

“Eles fazem parte de forças políticas que reconstruíram a democracia no nosso país e colocaram as divergências de lado para defender o solo comum”, afirmou.

Ao defender a continuidade da chapa, Haddad disse que a proposta para 2026 será manter uma política baseada no diálogo e na busca por consensos.

“Fazer política com o melhor argumento, fazer política com a verdade, respeitar o resultado eleitoral, desejar sorte para quem ganhou a eleição e colaborar com a construção de uma nação”, declarou.

O discurso fez parte da programação da convenção do PT, que oficializou a candidatura de Lula à disputa presidencial de 2026 e marcou o início da campanha da chapa formada novamente por Lula e Alckmin.

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