O mercado financeiro reduziu, pela primeira vez desde março, a projeção para a taxa básica de juros em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), a expectativa é que a Selic encerre o próximo ano em 13,75%, abaixo dos 14% projetados na semana passada.
A taxa básica de juros está atualmente em 14,25%, percentual definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião realizada em 17 de junho. Com a revisão das expectativas, o mercado passou a prever pelo menos um corte na Selic até o fim de 2026.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.
As projeções para a Selic em 2027 e 2028 permaneceram inalteradas em 12% e 10,5%, respectivamente.
Inflação
O mercado também reduziu, pela quinta semana consecutiva, a expectativa para a inflação em 2026.
De acordo com o Boletim Focus, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o próximo ano em 5,03%. Na semana anterior, a estimativa era de 5,12%. Há quatro semanas, a projeção chegava a 5,30%.
Para os anos seguintes, as previsões permanecem estáveis: 4,22% em 2027 e 3,80% em 2028.
PIB e dólar
As projeções para o crescimento da economia brasileira e para o câmbio em 2026 permaneceram estáveis pela quinta semana consecutiva.
A expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 1,99% neste ano, enquanto a cotação do dólar deve encerrar o período em R$ 5,20.
Já para 2027, houve pequenas revisões para baixo. A previsão de crescimento da economia passou de 1,60% para 1,57%, enquanto a estimativa para o dólar caiu de R$ 5,29% para R$ 5,28.
O que é a Selic
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação.
Quando o Copom eleva a taxa básica de juros, o crédito tende a ficar mais caro, reduzindo o consumo e ajudando a conter a alta dos preços. Em contrapartida, juros elevados podem desacelerar a atividade econômica.
Quando a Selic é reduzida,a tendência é de crédito mais barato, estímulo ao consumo e aos investimentos, favorecendo o crescimento da economia, mas com menor efeito de contenção da inflação.