Ministério Público mantém investigação sobre obra comercial no Parque Ibirapuera

Conselho Superior do MPSP rejeitou pedido da Prefeitura de São Paulo para arquivar inquérito que apura possíveis irregularidades.
Redação NC News
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O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo (MPSP) decidiu manter a investigação que apura possíveis irregularidades na aprovação de um projeto comercial na área da antiga Serraria, no Parque Ibirapuera, na Zona Sul da capital paulista. O colegiado rejeitou o pedido da Prefeitura de São Paulo para arquivar o inquérito civil, permitindo que as apurações tenham continuidade.

O caso envolve a autorização concedida pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) para que a concessionária Urbia transforme a área da antiga Serraria em um espaço de uso comercial.

Investigação foi ampliada
Em junho, o promotor de Justiça Silvio Marques determinou a inclusão de cinco integrantes do Conpresp na investigação. Segundo o Ministério Público, há indícios de que a aprovação do projeto possa ter ocorrido em desacordo com as regras de preservação do parque e do contrato de concessão.

O promotor também apontou que a área é utilizada há muitos anos para atividades esportivas e de lazer, além de estar protegida pelo tombamento do Parque Ibirapuera.

Conselho rejeita recurso da Prefeitura
Ao analisar o recurso, o relator José Carlos Cosenzo entendeu que a Prefeitura não possui legitimidade para recorrer em nome dos conselheiros investigados.

Além disso, o relator afirmou que existem elementos suficientes para justificar a continuidade da investigação, citando possíveis desconformidades na aprovação do projeto que precisam ser esclarecidas durante o inquérito.

Prefeitura defende legalidade do projeto
Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) informou que recorreu ao Conselho Superior do MPSP por entender que não existem elementos que justifiquem a ampliação da investigação.

Segundo a Prefeitura, o projeto foi aprovado dentro das competências legais do Conpresp e seus integrantes não poderiam ser responsabilizados individualmente apenas pelos votos proferidos em uma decisão colegiada baseada em critérios técnicos.

Apuração segue em andamento
Além desse inquérito, o Ministério Público também conduz outra investigação relacionada à atuação do Conpresp, que apura uma possível flexibilização das regras de preservação do patrimônio histórico e a aprovação de intervenções consideradas incompatíveis com o tombamento do Parque Ibirapuera.

Com a decisão do Conselho Superior, o inquérito permanece aberto e as investigações continuam para apurar se houve ou não irregularidades na liberação do projeto comercial.

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