Haddad critica educação em SP e diz que Tarcísio terá de explicar queda do índice no Ideb

Petista afirma que estado perdeu posições em ranking nacional e promete apresentar uma “outra solução” para os problemas da educação no debate deste domingo
Redação NC News
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O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, elevou o tom contra o governador Tarcísio de Freitas às vésperas do debate deste domingo. O petista afirmou que pretende explorar a situação da educação paulista durante o confronto e cobrou do atual governador uma resposta para a perda de posições do estado em rankings nacionais.

Ex-ministro da Educação cita dados

Ex-ministro da Educação, Haddad disse que tem revisado dados para chegar ao debate preparado e evitar críticas sem fundamento. Segundo ele, São Paulo já esteve entre os primeiros colocados nos indicadores educacionais, mas perdeu posições nos últimos anos.

“Eu quero discutir educação. Eu fui sete anos no Ministério da Educação. Por que São Paulo está caindo?”, questionou Fernando Haddad.

Haddad citou ainda estados nordestinos como Ceará, Piauí e Pernambuco, que, segundo ele, aparecem à frente de São Paulo nos indicadores, apesar de terem menos recursos.

O candidato também direcionou críticas à capital paulista. De acordo com Haddad, São Paulo está entre as piores capitais brasileiras no ranking educacional e “só ganha de uma, e ainda assim por pouco”.

Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo do Estado de São Paulo, durante palestra Diálogos da Saúde – SINDHOSP / Créditos Fotos: Diogo Zacarias

Haddad promete apresentar proposta

Para o petista, os números mostram que há um problema grave na educação do estado e que Tarcísio precisa apresentar uma resposta. Haddad afirmou que também levará ao debate uma proposta própria para enfrentar a situação.

“O Tarcísio deve ter uma solução para o problema que ele mesmo criou, e eu vou apresentar outra solução para o problema que ele criou”, disse.

Haddad encerrou a declaração reforçando que, independentemente da disputa política, os problemas apontados nos indicadores educacionais precisam ser enfrentados. “Nós estamos com um problema, isso é inegável”, afirmou.

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