UNNESA diz à PF que R$ 2 milhões apreendidos saíram de conta da própria instituição

Universidade afirma ter entregue documentos bancários e contábeis para comprovar a origem do dinheiro encontrado em um veículo em Porto Velho
Redação NC News
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A Unnesa (União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental) apresentou à Polícia Federal documentos bancários e contábeis para esclarecer a origem dos mais de R$ 2 milhões em dinheiro vivo apreendidos em Porto Velho (RO).

Mantenedora da Faculdade Metropolitana, a instituição afirma que os recursos pertencem à própria Unnesa e que a movimentação financeira pode ser comprovada por registros oficiais. Segundo a entidade, os documentos foram entregues espontaneamente às autoridades justamente para esclarecer o episódio e demonstrar a regularidade da operação.

A apreensão ocorreu no dia 3 de agosto, quando policiais federais abordaram um veículo que transportava o dinheiro.

Unnesa diz que dinheiro saiu da própria conta

De acordo com a instituição, o ponto central da explicação está na origem bancária dos valores. A Unnesa afirma que os mais de R$ 2 milhões foram sacados de uma conta corrente da própria instituição e que a movimentação já estava registrada tanto junto ao banco quanto na contabilidade da entidade.

Com a entrega dos documentos, a Unnesa busca demonstrar às autoridades que o dinheiro não teve origem desconhecida ou ligada a terceiros, mas fazia parte da movimentação financeira da própria instituição de ensino.

Diretor financeiro fez o saque

A entidade também esclareceu quem estava responsável pelo transporte dos valores. Segundo a Unnesa, o dinheiro foi retirado da instituição financeira por Mário Leonir Schwaab, diretor financeiro da entidade, cargo que ocupa há mais de 15 anos.

Ainda conforme a versão apresentada pela instituição, Schwaab realizou o saque diretamente no banco e seguia com os valores para a sede da Faculdade Metropolitana quando ocorreu a abordagem da Polícia Federal.

A Unnesa sustenta que o procedimento estava relacionado às atividades financeiras da própria instituição.

Instituição entrega documentos para esclarecer operação

Após a repercussão da apreensão, a Unnesa decidiu apresentar às autoridades os registros relacionados à movimentação. A entidade afirma que os documentos bancários e contábeis permitem acompanhar o caminho dos recursos e comprovar que o dinheiro saiu de uma conta de titularidade da própria instituição.

Para a Unnesa, a apresentação espontânea da documentação reforça a disposição de colaborar com a apuração e esclarecer os questionamentos levantados desde a apreensão.

A Unnesa, mantenedora da Faculdade Metropolitana, apresentou à Polícia Federal documentos bancários e contábeis para esclarecer a origem dos mais de R$ 2 milhões apreendidos em Porto Velho. Segundo a instituição, o valor saiu de uma conta própria e estava sendo transportado pelo diretor financeiro. | Foto: Reprodução

Por que o dinheiro estava sendo transportado em espécie?

A Unnesa afirma ter esclarecido a origem dos recursos. A instituição, porém, ainda poderá ser questionada pelas autoridades sobre as circunstâncias e a finalidade do transporte de uma quantia tão elevada em dinheiro vivo.

São questões diferentes: uma diz respeito à procedência dos valores; outra, ao motivo pelo qual o recurso foi sacado em espécie e levado até a sede da instituição.

A entidade afirma que toda a movimentação ocorreu dentro de sua estrutura financeira e de forma regular.

Quem é a Unnesa?

A Unnesa (União de Ensino Superior da Amazônia Ocidental) é a mantenedora da Faculdade Metropolitana, instituição de ensino superior localizada em Porto Velho, em Rondônia.

A entidade atua na área educacional e administra a instituição responsável pela formação de estudantes na região.

No episódio envolvendo o dinheiro apreendido, a Unnesa afirma que os valores pertenciam à própria instituição e que a origem pode ser demonstrada por meio dos registros bancários e contábeis apresentados à Polícia Federal.

Instituição nega ligação com especulações

Após a apreensão, diferentes versões e especulações passaram a circular nas redes sociais sobre a possível origem dos recursos e eventuais vínculos com pessoas ou grupos políticos.

A Unnesa, porém, apresenta uma explicação objetiva: segundo a própria instituição, o dinheiro saiu de uma conta bancária da entidade e estava sendo transportado por seu diretor financeiro.

Até o momento, não há confirmação oficial, nas informações apresentadas, de qualquer relação dos valores com agentes políticos ou outras pessoas citadas em especulações.

PF vai analisar documentação

Agora, caberá à Polícia Federal avaliar os documentos entregues pela Unnesa e confrontá-los com as demais informações obtidas durante a investigação.

A análise deverá considerar os registros bancários, a contabilidade da instituição e as circunstâncias do saque e do transporte.

A Unnesa afirma que permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários e reforça que a documentação apresentada demonstra a origem institucional dos recursos.

A investigação continua.

 

Reportagem: Carlos Caldeira

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