União Progressista não apoia presidente, mas fecha alianças com PL e PT no estados

Federação formada por União Brasil e Progressistas tem acordos com o PL em 11 estados e com o campo petista em quatro; em outras 12 unidades, fica fora dos dois polos
Redação NC News
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A União Progressista, federação formada por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu não escolher um lado na disputa presidencial de 2026. A estratégia, porém, não impede que os dois partidos construam alianças diferentes nos estados.

O resultado é um mapa eleitoral dividido: a federação está em alianças com o PL em 11 estados, enquanto participa de coligações com o PT ou a Federação Brasil da Esperança em quatro. Em outras 12 unidades da Federação, não há acordo registrado com nenhum dos dois principais polos da eleição nacional.

A neutralidade para a corrida presidencial foi aprovada pelo União Brasil durante a convenção nacional realizada na terça-feira (4). Com a decisão, os integrantes da federação ficam livres para apoiar diferentes candidaturas nos estados.

A estratégia permite que União Brasil e PP preservem espaço para negociações regionais e evitem assumir compromisso antecipado com um candidato à Presidência.

PL é o principal parceiro nos estados

O PL aparece como aliado da União Progressista em Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

Na Bahia, por exemplo, ACM Neto (União Brasil) disputa o governo com uma ampla aliança que inclui o PL e outras legendas.

No Distrito Federal, Celina Leão (PP) é candidata ao governo e conta com o PL na composição.

Em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) busca a reeleição com uma chapa que também reúne o partido de direita.

No Tocantins, Professora Dorinha Seabra (União Brasil) concorre ao governo em uma composição que inclui o PL.

Há ainda situações em que a União Progressista não apresenta candidato próprio ao governo, mas participa de alianças para outros cargos ou da composição majoritária.

Federação também está com o PT em quatro estados

Apesar da aproximação com o PL em mais estados, a União Progressista também construiu alianças com o campo petista.

Os acordos estão registrados em Amapá, Pará, Paraíba e Sergipe, todos com a participação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

No Amapá, Clécio Luís (União Brasil) disputa o governo com uma coligação que inclui partidos de diferentes correntes políticas, entre eles o grupo petista.

Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) encabeça uma chapa que também conta com a Federação Brasil da Esperança.

No Pará e em Sergipe, a União Progressista participa das composições majoritárias sem lançar candidato próprio ao governo.

E Minas Gerais?

Minas Gerais está entre os 12 estados onde a União Progressista não aparece, até o momento, em uma aliança com PL ou PT.

O mesmo ocorre em Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

Em algumas dessas unidades, a federação apresenta candidatura própria. No Amazonas, por exemplo, Roberto Cidade (União Brasil) disputa o governo. No Rio Grande do Norte, o nome é Alysson Bezerra (União Brasil). Em Rondônia, Hildon Chaves (União Brasil) aparece na disputa.

Nos demais estados, os partidos adotam diferentes estratégias, que vão de composições locais a candidaturas sem vínculo direto com os dois principais polos da eleição presidencial.

Por que a federação decidiu ficar neutra?

A decisão de não apoiar oficialmente nenhum candidato à Presidência mantém a União Progressista com maior liberdade para negociar nos estados.

Esse modelo também permite que União Brasil e PP mantenham canais abertos com diferentes grupos políticos durante a campanha e após a eleição.

A federação reúne duas das maiores forças do chamado Centrão e terá peso importante na formação das alianças estaduais e na disputa por vagas no Congresso.

Assim, mesmo sem um palanque presidencial único, União Brasil e Progressistas terão presença nos diferentes campos políticos que disputarão as eleições de 2026.

O cenário mostra que a política nacional e a política estadual podem seguir caminhos bem diferentes: enquanto a federação evita escolher entre os principais candidatos à Presidência, seus integrantes formam alianças com diferentes grupos para tentar vencer as disputas locais.

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