As concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e privatizações voltaram ao centro da disputa pelo Governo de São Paulo neste domingo (09), durante o primeiro debate entre os candidatos nas eleições de 2026. O vice-governador Felicio Ramuth defendeu a utilização desses modelos como ferramentas para ampliar e melhorar a prestação de serviços públicos em São Paulo.
A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao NC NEWS durante o debate realizado na sede do Grupo Bandeirantes de Comunicação, em São Paulo. O encontro começou às 20h, pelo horário de Brasília, e é acompanhado pelo NC News.
Ramuth, que também preside o Conselho Estadual de Desestatização, afirmou que a decisão de conceder ou privatizar um serviço não deveria ser tomada apenas por uma questão ideológica. Para ele, o critério principal precisa ser o resultado entregue à população.
“Nós acreditamos que as concessões, as PPPs, desestatizações ou privatizações devem acontecer quando a gente pode entregar o melhor serviço para o cidadão”, afirmou.
O que Ramuth defende?
Segundo o vice-governador, o governo paulista teria avançado na estrutura de fiscalização dos contratos nos últimos anos. Ele citou o fortalecimento das agências reguladoras como um dos mecanismos para acompanhar a execução das concessões e garantir o cumprimento das obrigações previstas.
Ramuth destacou especialmente a atuação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), que, segundo ele, passou por uma remodelação durante a atual gestão.
“Nós estamos acompanhando, temos agências reguladoras hoje muito mais fortes do que há três anos e meio atrás, a Arsesp totalmente remodelada”, disse.
Na avaliação do vice-governador, a existência de órgãos reguladores mais estruturados seria fundamental para acompanhar os contratos firmados entre o poder público e empresas privadas.
Saneamento é citado como exemplo
Ao defender o modelo, Ramuth citou investimentos na área de saneamento como exemplo de resultados que, segundo ele, já podem ser percebidos pela população.
Durante a resposta, o vice-governador mencionou regiões da capital paulista que, segundo ele, passaram a receber serviços de tratamento de esgoto durante a atual gestão.
“A gente avançou muito, principalmente na área de saneamento, com resultados reais para o cidadão”, afirmou.
Ramuth citou ainda especificamente a região de Perus, na Zona Noroeste de São Paulo, ao falar sobre a expansão do tratamento de esgoto.
A defesa do saneamento aparece em meio a uma discussão mais ampla sobre o papel da iniciativa privada na prestação de serviços públicos. O tema das desestatizações ganhou espaço na atual gestão paulista e também está entre os assuntos que devem ser explorados ao longo da campanha.
O que acontece agora?
O debate deste domingo (09) marca um dos primeiros momentos de confronto direto entre os principais nomes envolvidos na disputa pelo Governo de São Paulo em 2026.
Ramuth afirmou estar otimista com o desempenho de Tarcísio no debate e disse que o grupo pretende apresentar ao eleitor resultados da atual gestão e propostas para um eventual novo mandato.
A disputa eleitoral em São Paulo deve colocar novamente temas como segurança pública, privatizações, concessões, saneamento, mobilidade, obras e prestação de serviços no centro das discussões.
Entenda o contexto
Felicio Ramuth é o atual vice-governador de São Paulo e preside o Conselho Estadual de Desestatização.
No debate, ele assumiu a defesa de concessões, PPPs e privatizações como instrumentos que, na avaliação dele, podem ser utilizados pelo governo quando houver expectativa de melhora na prestação dos serviços.
A discussão ocorre em um cenário no qual as desestatizações estão entre os principais pontos da gestão Tarcísio de Freitas e também devem ser alvo de críticas e questionamentos dos adversários durante a campanha.
Para Ramuth, o principal critério para decidir pela concessão ou privatização deve ser o benefício direto para a população, e não a disputa ideológica em torno do modelo.