Personal conhecido por caso Givaldo é preso em operação contra anabolizantes clandestinos

Eduardo Alves usava as redes sociais para divulgar produtos de laboratório investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal
Redação NC News
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O personal trainer Eduardo Alves, que ficou conhecido nacionalmente após se envolver em uma agressão contra Givaldo Alves em 2022, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (12) durante a Operação Narciso, da Polícia Civil do Distrito Federal.

Segundo a investigação, Eduardo atuava como garoto-propaganda e atleta patrocinado da New Science, laboratório clandestino que é alvo da operação. Ele utilizava as redes sociais para divulgar produtos da marca.

Personal usava fama nas redes sociais

Eduardo ganhou notoriedade em 2022 após agredir Givaldo Alves, então morador em situação de rua, em Planaltina. O episódio teve grande repercussão nas redes sociais e transformou os envolvidos em personagens conhecidos do público.

Depois da repercussão, o personal retomou sua atividade profissional e passou a manter uma presença mais voltada ao trabalho e ao universo fitness nas redes sociais.

Agora, seu nome voltou ao noticiário policial por causa da investigação sobre o comércio clandestino de anabolizantes.

Polícia investiga laboratório clandestino

De acordo com a PCDF, a organização investigada produzia anabolizantes de maneira artesanal em cozinhas residenciais, fundos de quintal e outros locais sem condições adequadas de higiene e controle sanitário.

A investigação aponta que os produtos poderiam conter substâncias diferentes das informadas nos rótulos.

Entre os componentes identificados estão clembuterol, sibutramina, fluoxetina, bupropiona e diuréticos.

Operação bloqueou R$ 32 milhões

A Operação Narciso é considerada uma das maiores ações realizadas neste ano contra o comércio ilegal de esteroides e outras substâncias proibidas.

A Justiça autorizou 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além do bloqueio de aproximadamente R$ 32 milhões em ativos financeiros.

Também foram determinados o sequestro de 10 veículos de luxo, o fechamento de mais de 20 estabelecimentos comerciais e a retirada de aproximadamente 30 sites utilizados na comercialização dos produtos.

Investigação aponta esquema milionário

Segundo os investigadores, a organização movimentava grandes quantias e utilizava diferentes mecanismos para tentar ocultar a origem do dinheiro.

Entre as estratégias investigadas estão transferências via Pix, empresas de fachada e movimentações relacionadas a casas de apostas online.

A apuração também identificou uma rota internacional de insumos com passagem pelo Paraguai.

Eduardo Alves é investigado

A prisão do personal ocorreu no contexto da investigação sobre sua suposta participação na divulgação e patrocínio de produtos do mercado clandestino de anabolizantes.

A investigação ainda deverá esclarecer a extensão da participação de cada um dos alvos e as responsabilidades individuais dentro da organização.

O fato de Eduardo Alves ter sido preso durante a operação não representa, por si só, uma condenação. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça.

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