Botafogo sofre com problemas defensivos e amarga novo vexame

Vitória convincente do Botafogo no Paraguai aproxima o time das oitavas de final da competição continental.
Redação NC News
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O Botafogo viveu uma noite para esquecer na Sul-Americana. Nesta quinta-feira (13), o Glorioso foi goleado pelo Cienciano por 6 a 1, em Cusco, no Peru, pelo jogo de ida das oitavas de final, e ficou em situação dramática na competição.

O resultado representa um dos maiores vexames internacionais da história recente do clube. Pela primeira vez, um time brasileiro sofreu seis gols de uma equipe estrangeira em uma partida, segundo o levantamento citado na reportagem.

Além da derrota pesada, o placar voltou a expor um problema que acompanha o Botafogo ao longo da temporada: a fragilidade defensiva.

Defesa volta a preocupar

O técnico Franclim Carvalho conseguiu organizar o Botafogo dentro das limitações do elenco, mas ainda não encontrou uma formação capaz de dar estabilidade ao sistema defensivo.

Os números do Campeonato Brasileiro ajudam a dimensionar o problema. O Botafogo tem o terceiro melhor ataque da competição, com 35 gols marcados, mas aparece entre as piores defesas, com 33 gols sofridos.

Botafogo expõe fragilidade defensiva da pior forma possível

Ou seja, a equipe consegue produzir ofensivamente, mas sofre para sustentar os resultados quando é pressionada. O problema ficou ainda mais evidente diante do Cienciano. Jogando em altitude, o Glorioso sofreu seis gols e praticamente comprometeu sua classificação ainda no primeiro confronto.

Goleiro e mudanças na zaga aumentam preocupação

A instabilidade também passa pela posição de goleiro. Durante a temporada, o Botafogo utilizou Raul, Léo Linck e Neto, que deixou o clube durante a Copa do Mundo.

Recém-contratado, Warleson recebeu uma oportunidade diante do Cienciano, mas também acabou falhando em um dos gols da equipe peruana.

A constante troca na posição dificulta a criação de uma referência defensiva e aumenta a pressão sobre o sistema como um todo.

Na zaga, as mudanças também foram frequentes, contribuindo para a falta de entrosamento em uma equipe que precisa disputar simultaneamente competições nacionais e continentais.

Um dos piores momentos da temporada

O resultado em Cusco não foi apenas uma derrota pesada. A partida ampliou uma estatística preocupante para o Botafogo. Segundo o levantamento do R10 Score, o Glorioso é o clube do chamado G12 com mais gols sofridos na temporada: 57.

Botafogo é goleado e está prestes a dar adeus à sula

Também é a equipe que mais sofreu goleadas entre os grandes clubes brasileiros, com três derrotas por placares elásticos.

O contraste com o desempenho ofensivo chama atenção: o time consegue marcar com frequência, mas concede gols em uma proporção que compromete sua competitividade.

Botafogo precisa de um milagre

Com o 6 a 1 no jogo de ida, a situação do Botafogo na Sul-Americana ficou extremamente complicada.

Para avançar diretamente às quartas de final, o Glorioso precisará vencer o Cienciano por seis gols de diferença no confronto de volta.

A partida será disputada na próxima quinta-feira (20), às 21h30 (de Brasília), no Estádio Nilton Santos. Antes disso, porém, o Botafogo terá outro compromisso pelo Campeonato Brasileiro.

Próximos jogos

O Glorioso volta a campo no domingo (16), às 18h30, contra o Vitória, no Barradão, pela 23ª rodada do Brasileirão. Depois, recebe o Cienciano no Nilton Santos para tentar uma reação praticamente histórica na Sul-Americana.

O desafio de Franclim Carvalho será não apenas buscar uma improvável goleada, mas também reconstruir a confiança de uma defesa que voltou a ser o principal problema do Botafogo.

Entenda o contexto

A goleada sofrida diante do Cienciano expôs novamente uma fragilidade que o Botafogo carrega durante a temporada: o desequilíbrio entre ataque e defesa.

O time possui um dos ataques mais produtivos do Campeonato Brasileiro, mas também está entre os que mais sofrem gols. Na temporada, são 57 gols sofridos, segundo o levantamento citado.

A situação é agravada pela instabilidade no gol e pelas constantes mudanças no sistema defensivo. Raul, Léo Linck, Neto e Warleson foram utilizados na posição ao longo do ano, enquanto a zaga também passou por alterações.

Contra o Cienciano, os problemas chegaram ao limite. O 6 a 1 em Cusco colocou o Botafogo diante de uma missão praticamente impossível: vencer por seis gols de diferença no Nilton Santos para avançar diretamente às quartas de final.

O primeiro desafio, entretanto, será recuperar a confiança. Antes da decisão continental, o Glorioso enfrenta o Vitória pelo Brasileirão.

A resposta do Botafogo daqui para frente dirá se o vexame em Cusco foi um ponto fora da curva ou o retrato de um problema que já se tornou estrutural na temporada.

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