Michelle Bolsonaro entra oficialmente na disputa pelo Senado e patrimônio chama atenção

Ex-primeira-dama registra primeira candidatura da carreira pelo Distrito Federal, declara R$ 4,4 milhões em bens e terá o próprio irmão como suplente
Redação NC News
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) registrou neste sábado (15) sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e oficializou a primeira disputa eleitoral de sua carreira. No documento apresentado à Justiça Eleitoral, ela declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4,4 milhões, concentrado principalmente em aplicações financeiras.

A candidatura representa uma mudança importante na trajetória de Michelle. Depois de anos atuando nos bastidores e participando diretamente da mobilização política do PL, ela agora terá o próprio nome nas urnas. Outro detalhe chama atenção na composição da chapa: o irmão da ex-primeira-dama, Diego Torres Dourado, foi registrado como suplente.

Quanto Michelle Bolsonaro declarou em bens?

O patrimônio informado à Justiça Eleitoral soma R$ 4.486.170,75.

A maior parte está concentrada em investimentos financeiros.

Entre os bens declarados aparecem aproximadamente R$ 4,1 milhões em aplicações financeiras, além de cerca de R$ 301 mil em fundo de investimento.

Michelle também declarou um Volkswagen Fusca, avaliado em R$ 30 mil.

A declaração patrimonial faz parte das informações exigidas pela Justiça Eleitoral para o registro de candidaturas.

Michelle Bolsonaro declarou patrimônio de R$ 4,48 milhões ao registrar candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.

Primeira eleição de Michelle Bolsonaro

Apesar da forte presença no cenário político nacional nos últimos anos, Michelle nunca havia disputado uma eleição.

Ela ganhou projeção nacional durante o governo do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

Depois da saída do Palácio do Planalto, ampliou sua atuação partidária e passou a percorrer diferentes estados em agendas políticas, principalmente por meio do PL Mulher.

A exposição transformou Michelle em um dos nomes de maior projeção dentro do campo político ligado a Bolsonaro.

Agora, a candidatura ao Senado marca sua entrada definitiva em uma disputa eleitoral como candidata.

Irmão de Michelle será suplente

Outro ponto do registro é a presença de Diego Torres Dourado, irmão de Michelle, como suplente.

No Senado, cada candidato concorre acompanhado de dois suplentes.

Eles não recebem votos separadamente. Caso o senador eleito deixe definitivamente o mandato ou precise ser substituído nas situações previstas pela legislação, o suplente pode assumir a cadeira.

A escolha de Diego coloca, portanto, um familiar direto da candidata na composição da chapa.

Distrito Federal terá duas vagas para o Senado

A eleição de 2026 terá uma característica importante para quem disputa o Senado.

Neste ano, duas das três cadeiras de cada estado e do Distrito Federal estarão em disputa.

Isso acontece porque os senadores possuem mandatos de oito anos, mas as eleições para a Casa são alternadas: em uma eleição é renovado um terço das cadeiras e, quatro anos depois, dois terços.

Cada eleitor do Distrito Federal poderá, portanto, votar em dois candidatos diferentes para senador.

Os dois mais votados serão eleitos.

Por que a candidatura de Michelle é importante para o PL?

A entrada de Michelle Bolsonaro na disputa amplia o peso político da família Bolsonaro nas eleições de 2026.

A ex-primeira-dama construiu uma base própria de apoiadores nos últimos anos e ganhou protagonismo principalmente entre mulheres e setores conservadores.

Sua atuação pelo país também ajudou a transformá-la em uma das principais figuras nacionais do PL.

A disputa pelo Senado oferece a Michelle a possibilidade de conquistar seu primeiro mandato eletivo e construir uma atuação parlamentar própria.

Para o partido, uma vitória também significaria reforçar a bancada no Senado, Casa estratégica para votações de autoridades, projetos de lei, propostas de emenda à Constituição e processos envolvendo outras instituições da República.

O registro encerra as especulações sobre 2026

Durante a construção das candidaturas para 2026, Michelle foi mencionada em diferentes cenários políticos.

Seu nome chegou a aparecer em discussões nacionais sobre o futuro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A definição pelo Senado do Distrito Federal estabelece agora o caminho eleitoral da ex-primeira-dama.

Com o registro apresentado à Justiça Eleitoral, a candidatura entra na fase de análise.

O registro significa que a candidatura já está definitivamente aprovada?

Não necessariamente. Depois que partidos e candidatos apresentam os pedidos, a Justiça Eleitoral verifica se todos os requisitos previstos pela legislação foram cumpridos.

Também existe prazo para eventuais questionamentos.

Somente depois dessa análise o registro pode ser considerado definitivamente deferido.

Esse procedimento acontece com todos os candidatos que participam das eleições.

Quando começa a campanha eleitoral?

O registro foi feito às vésperas do início oficial da campanha.

A partir deste domingo, 16 de agosto, os candidatos poderão iniciar formalmente atos de campanha dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

A partir daí, Michelle poderá intensificar a busca pelos votos dos eleitores do Distrito Federal como candidata oficialmente registrada.

A votação acontece em 4 de outubro de 2026, primeiro domingo do mês.

Para o Senado, não existe segundo turno: os dois candidatos mais votados no Distrito Federal conquistam diretamente as vagas.

ENTENDA O CONTEXTO

Michelle Bolsonaro ganhou projeção nacional como primeira-dama durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

Após deixar o Palácio do Planalto, ela aumentou sua participação na política partidária e passou a percorrer o país em eventos ligados principalmente à mobilização feminina e conservadora.

Essa atuação alimentou durante anos as especulações sobre quando Michelle disputaria sua primeira eleição.

A definição veio em 2026.

O PL confirmou seu nome para uma das duas vagas do Distrito Federal no Senado e, neste sábado, Michelle apresentou oficialmente o registro à Justiça Eleitoral.

Além de marcar sua estreia nas urnas, o documento revelou um patrimônio de aproximadamente R$ 4,4 milhões, concentrado principalmente em investimentos, e confirmou seu irmão como integrante da chapa.

Agora, com o início oficial da campanha, Michelle passa da condição de liderança partidária para uma nova fase: a busca pelo primeiro mandato eletivo de sua carreira.

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