Quem são os candidatos à Alerj nas eleições de 2026

Conheça os principais candidatos que disputarão vagas na Alerj para o próximo mandato no Rio de Janeiro.
Redação NC News
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Partidos e federações confirmam a lista de candidatos que disputam as vagas de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nas eleições de 2026. Nomes como Alex Oliveira, Aline Lossano, Professora Bárbara Oliveira, Henrique Piu-Piu e Kátia da Saúde entram na corrida por uma cadeira no Legislativo fluminense.

Disputa proporcional define quem ocupa as cadeiras da Alerj

A definição das chapas ocorre a menos de dois meses do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, quando o eleitor fluminense também escolhe presidente, governador, dois senadores e deputados federais. A eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional, que mistura voto no candidato e força do partido.

Nesse modelo, cada voto conta em duas frentes: fortalece o nome escolhido e ajuda a puxar vagas para o partido ou federação. Quanto maior a votação total da legenda, maior a chance de conquistar assentos na Alerj, ainda que alguns eleitos tenham recebido menos votos individuais que concorrentes de siglas menores.

O peso político dessa escolha é direto. A Alerj aprova leis estaduais que interferem na rotina de quem usa o transporte público, depende da rede estadual de saúde, estuda em escolas mantidas pelo governo e enfrenta a violência nas ruas. Também decide o orçamento, define prioridades de investimento e pode frear ou destravar projetos estratégicos do Executivo.

Como resume texto da Rádio Manchete Rio, os escolhidos para a Casa têm papel central no equilíbrio de poder no estado.

“Eleitos para Alerj serão responsáveis pela elaboração de leis estaduais e fiscalização do Poder Executivo”, registra o veículo, ao apresentar a lista de candidatos a deputado estadual.

Perfis variados buscam voto em todas as regiões do estado

A lista registrada pelos partidos revela uma vitrine de perfis, slogans e nichos eleitorais. No grupo que traz Alex Oliveira (36644) e Aline Lossano (36012), aparecem ainda figuras como Professora Bárbara Oliveira (36021), que aposta na educação, e Henrique Piu-Piu (36151), com estilo mais popular. A saúde pública vira bandeira em candidaturas como a de Kátia da Saúde (36987).

Entre os nomes estão também personagens ligados à segurança, como Sargento Martins (36014) e Subtenente Mesac Bombeiro (36439), e representantes de causas específicas, como Débora Causa Animal (36005), que tenta falar diretamente com defensores dos direitos dos animais. O campo religioso se faz presente em candidatos como Pastor do Peixe (36600), Pastora Glorinha Santos (70769) e Pastor Samuel Gonzaga (70030.

Figuras da cultura de rua e do entretenimento buscam converter fama em voto. MC Dhama (36003) aposta no apelo com o público jovem, enquanto nomes como Chiquinho da Mangueira (70345) dialogam com o universo do samba. Há ainda personagens ligados ao cotidiano de serviços urbanos, como Leandro Gari (70011) e Andre Balbina Gari Ativista (33036), que tentam transformar o trabalho nas ruas em capital político.

O grupo de candidatos também inclui profissionais liberais e quadros ligados ao funcionalismo público, como Dra. Valeria Matos (36110), Dr. Cury-Habib (36700), Delegado Ruchester (36008) e Perita Judicial Loriene (70129). Professores aparecem em peso, entre eles Professor Davi Silva (36361), Professor Lenine (36522), Prof. Renato Fifiu (36333), Prof. Milton J.R. (70177) e Professor José Onix (33555), sinalizando aposta no eleitorado que cobra melhoria na rede estadual de ensino.

Alerj concentra poder sobre orçamento, concursos e fiscalização

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro é o endereço onde se decide o desenho das contas públicas fluminenses. É lá que o governo apresenta o orçamento anual e onde deputados negociam cortes, remanejamentos e novas fontes de receita. Cada assento na Alerj significa poder de influenciar quanto vai para saúde, educação, segurança e infraestrutura.

As decisões da Casa também impactam concursos públicos, regras de contratação e carreiras do funcionalismo. Quando a Alerj aprova leis que criam cargos ou reorganizam carreiras, mexe diretamente na vida de quem presta prova para trabalhar no estado ou já atua no serviço público. Projetos que definem exigências de escolaridade, salários e benefícios passam pelo plenário ou pelas comissões, antes de seguirem para sanção do governador.

O Legislativo estadual ainda se converte em vitrine política permanente. Sessões são transmitidas pela internet, visitas monitoradas levam estudantes e turistas ao prédio histórico e imagens dos debates circulam em redes sociais e telejornais. A exposição pública aumenta a cobrança sobre transparência, coerência entre discurso e voto, e fiscalização efetiva do Executivo.

Com a confirmação dos candidatos, partidos e federações intensificam a campanha de rua e na internet. Candidatos multiplicam fotos em feiras, calçadões e estações de trem, tentam viralizar vídeos curtos e disputam espaço em debates e sabatinas. A expectativa é que a proximidade do 4 de outubro eleve a temperatura do debate político e obrigue o eleitorado a olhar com mais atenção para quem busca uma das cadeiras da Alerj.

Pluralidade pode ampliar representação e travar acordos

O desenho final da Assembleia depende do desempenho de cada partido no cálculo proporcional, mas a lista atual indica uma Casa ainda mais fragmentada politicamente. Muitos deputados com base em nichos específicos podem representar melhor a diversidade social do estado, mas também aumentar a dificuldade para formação de maiorias estáveis.

Governadores costumam depender de articulações intensas para aprovar ajustes fiscais, reformas administrativas e programas estruturantes. Uma Alerj mais pulverizada tende a exigir maior negociação, distribuição de espaços em comissões e concessões na elaboração de projetos. Setores empresariais ficam de olho em mudanças tributárias e regras de investimento, enquanto movimentos sociais monitoram políticas para moradia, transporte e direitos humanos.

Para o eleitor, o desafio imediato é filtrar dezenas de nomes e números de urna, como Alex Oliveira — 36644, Aline Lossano — 36012, Professora Bárbara Oliveira — 36021, Henrique Piu-Piu — 36151 e Kátia da Saúde — 36987, entre muitos outros. O voto em deputado estadual, apesar de menos comentado que para presidente ou governador, define quem terá chave diária sobre o funcionamento do estado.

Nas próximas semanas, o calendário eleitoral acelera. As campanhas ganham corpo nas ruas e nas redes, pesquisas começam a medir a força dos principais nomes e entidades civis planejam sabatinas temáticas. A eleição de 4 de outubro não vai apenas renovar rostos na Alerj; tende a redesenhar o equilíbrio de forças que controla o orçamento fluminense e a fiscalização do governo pelos próximos anos.

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