Prospera Amazônia prevê até R$ 230 milhões para fortalecer negócios da biodiversidade

Programa terá atuação em estados da Amazônia Legal; iniciativa pretende apoiar agricultores familiares, povos indígenas, extrativistas, ribeirinhos e comunidades tradicionais
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Até R$ 230 milhões poderão ser destinados ao fortalecimento de negócios da sociobioeconomia na Amazônia Legal por meio do Prospera Amazônia, iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O edital prevê a seleção de redes multi-institucionais que irão implementar Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia em nove territórios distribuídos pelos estados da Amazônia Legal. Rondônia está entre os estados contemplados, ao lado de Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

Recurso não será repassado diretamente ao produtor

Um ponto importante é entender como o programa funciona.

Os até R$ 230 milhões não serão distribuídos diretamente aos produtores rurais. O edital selecionará organizações da sociedade civil e cooperativas para formar redes responsáveis pela implementação dos núcleos.

Cada rede deverá reunir, no mínimo, cinco organizações, sendo uma líder e quatro parceiras.

Depois da seleção, as redes mais bem classificadas poderão apresentar projetos detalhados ao BNDES, que fará as análises técnica, jurídica e financeira para eventual apoio com recursos do Fundo Amazônia.

Quem poderá ser beneficiado

A proposta é fortalecer principalmente negócios comunitários ligados à sociobiodiversidade.

Estão entre os públicos prioritários povos indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, agricultores familiares e demais povos e comunidades tradicionais.

O programa poderá apoiar empreendimentos que trabalham com produtos da biodiversidade amazônica e precisam avançar em diferentes etapas para transformar esses recursos em negócios mais estruturados e rentáveis.

Apoio vai além do dinheiro

Os Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia poderão oferecer serviços como assistência técnica, capacitação, gestão, regularização documental, adequação sanitária e ambiental, certificação, agregação de valor e acesso a crédito, políticas públicas e mercados.

A ideia é aproximar conhecimento, organização produtiva e mercado.

Na prática, isso pode ajudar um negócio que já produz um produto da sociobiodiversidade, mas enfrenta dificuldades para melhorar a gestão, obter certificações, cumprir exigências sanitárias ou encontrar compradores.

Até 106 municípios

A iniciativa poderá alcançar até 106 municípios da Amazônia Legal, distribuídos em nove Territórios da Sociobioeconomia.

Cada território deverá atender pelo menos três municípios e apoiar, no mínimo, 20 empreendimentos comunitários. Caso todos os territórios sejam contemplados, o programa poderá alcançar pelo menos 180 negócios da sociobiodiversidade.

Para Rondônia, a iniciativa abre uma oportunidade de fortalecer cadeias produtivas que associam biodiversidade, produção rural, conhecimento tradicional e geração de renda.

Mais do que financiar uma atividade isolada, a proposta busca criar uma estrutura permanente de apoio aos negócios, conectando produtores e organizações a assistência técnica, políticas públicas e mercados.

As propostas podem ser apresentadas até o dia primeiro de dezembro de 2026.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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