O Wellhub transforma sua participação no CONARH 2026 em plataforma de ativismo corporativo pelo protagonismo do RH. A empresa ocupa três espaços simultâneos, leva palestras, experiências imersivas e aposta em nomes como Ricardo Guerra e Luciano Huck para ligar inteligência artificial, cultura organizacional e bem-estar.
RH no centro da disputa por talentos na era da IA
O movimento ocorre em São Paulo, onde o CONARH 2026 reúne milhares de profissionais de Recursos Humanos em torno do futuro do trabalho. No centro das discussões está a combinação de alta performance, avanço da inteligência artificial e saúde emocional dos times.
Ricardo Guerra, líder do Wellhub no Brasil, sobe ao Palco SulAmérica nesta terça, às 17h10, para falar sobre o “paradoxo da inovação”. Ele defende que a vantagem competitiva das empresas, em meio à revolução da IA, passa menos pela tecnologia e mais pela capacidade de cuidar das pessoas que a dominam.
“A inteligência artificial está transformando não apenas a forma como trabalhamos, mas também a disputa pelos profissionais que sabem extrair o máximo dessa tecnologia”, afirma Guerra. “À medida que a IA acelera a produtividade e eleva as expectativas, as empresas se tornam cada vez mais dependentes de profissionais altamente qualificados, que, ao mesmo tempo, enfrentam uma pressão crescente por performance.”

Os números que ele leva ao CONARH 2026 ajudam a explicar a estratégia. Segundo o executivo, 74% dos líderes de RH já temem perder talentos com competências ligadas à IA. Outros 98% dizem que reter profissionais de alta performance vira prioridade neste ano.
Três espaços e uma narrativa: colocar o RH nos holofotes
A presença ampliada do Wellhub no CONARH 2026 se materializa em três frentes físicas: o estande da própria plataforma de bem-estar, o estande do Wellz, solução de saúde mental do grupo, e duas cabines de check-in espalhadas pelo pavilhão. Os espaços oferecem experiências, conteúdos e ativações que exploram diferentes dimensões do bem-estar e do futuro do trabalho.
A aposta é clara: transformar o corredor de estandes em laboratório vivo de políticas de pessoas. Nas conversas com visitantes, a mensagem é que o RH deixa de ser área de suporte e passa a disputar orçamento e assento na mesa estratégica, especialmente em setores que dependem de inovação intensa, como tecnologia, finanças e consultorias.
Guerra resume o raciocínio ao defender que bem-estar não é custo, mas vantagem competitiva.
“Isso torna o bem-estar mais estratégico, não menos. As empresas que querem atrair e reter os profissionais que vão liderar a transformação da IA precisam criar ambientes nos quais seja possível sustentar a alta performance sem comprometer o bem-estar das pessoas”, diz. “Colocar o RH nos holofotes significa reconhecer seu papel na construção dessa vantagem competitiva e garantir que o avanço tecnológico e a performance humana sustentável caminhem juntos nas organizações.”
Luciano Huck leva debate sobre cultura para o palco principal
A agenda do Wellhub atinge o auge na quarta-feira, às 18h15, quando Luciano Huck participa de um bate-papo no Palco Principal, a Arena de Conteúdo do CONARH 2026.

A presença de Huck reforça uma estratégia que combina dados e entretenimento para ampliar o alcance do tema. O objetivo é atrair não apenas especialistas em Recursos Humanos, mas também executivos de outras áreas e públicos que raramente acompanham discussões técnicas sobre cultura organizacional.
No Brasil, o Wellhub já vem usando figuras de grande visibilidade para puxar esse debate. Angélica participa de encontros como o Inova RH, aproximando conversas sobre bem-estar, liderança e cultura de um público mais amplo. Em eventos anteriores, Terry Crews, embaixador global da marca, e o ex-tenista André Agassi, embaixador global de bem-estar, ajudam a consolidar o discurso em fóruns internacionais de gestão de pessoas.

Do pavilhão em São Paulo ao circuito global de RH
A movimentação no CONARH 2026 se conecta a uma estratégia global. O Wellhub usa os grandes encontros de RH para difundir a tese de que bem-estar é condição para a alta performance sustentável. Nos Estados Unidos, a participação em um dos principais congressos do setor desperta o interesse de mais de 1.000 empresas e abre potencial para levar programas de bem-estar a mais de 1 milhão de pessoas.
O Brasil entra nesse tabuleiro como um mercado em que disputas por talentos de tecnologia e pressão por produtividade convivem com índices elevados de adoecimento mental. Nesse contexto, o Wellz, braço de saúde mental corporativa do grupo, ganha destaque no CONARH Saúde 2026, programação temática que cruza recursos humanos e gestão da saúde.
O Wellz oferece desde sessões de terapia individual e em grupo até acompanhamento por chat, jornadas de conteúdo, diário de humor e relatórios de gestão para empresas. A proposta é tornar o cuidado mental acessível e mensurável, integrando tecnologia e psicologia baseada em evidências para reduzir afastamentos, elevar engajamento e consolidar uma cultura de cuidado contínuo.
Quem ganha com o novo protagonismo do RH
O reforço da presença do Wellhub no CONARH 2026 ecoa uma mudança mais ampla na economia brasileira. Empresas que internalizam a agenda de bem-estar e saúde mental tendem a reter melhor seus quadros mais disputados, especialmente em tecnologia, serviços financeiros, consultorias e startups de alto crescimento.
Organizações que resistem a esse movimento correm o risco de ver talentos migrando para concorrentes com propostas mais equilibradas de trabalho, carreira e saúde. Em mercados em que um único profissional de IA pode destravar projetos milionários, a perda de poucos nomes já impacta diretamente resultado e inovação.
Para o RH, o efeito é duplo. De um lado, cresce a pressão por resultados concretos em indicadores como rotatividade, engajamento e custos de saúde. De outro, aumenta o espaço para influenciar decisões de liderança, revisão de jornadas de trabalho, desenho de benefícios e políticas de uso responsável de tecnologia.
O saldo do CONARH 2026 tende a ir além do pavilhão em São Paulo. A expectativa no setor é que as discussões sobre bem-estar e inteligência artificial se traduzam, nos próximos meses, em programas mais robustos de saúde mental, políticas de flexibilização de trabalho e maior integração entre dados de produtividade e indicadores de clima.
Para o Wellhub, a aposta é que a visibilidade conquistada no evento ajude a consolidar a plataforma como uma das principais referências em bem-estar corporativo no país. Para as empresas, o desafio é não tratar o encontro como mais uma vitrine de novidades, mas como ponto de virada para reposicionar o RH como parceiro estratégico do negócio.