Pesquisa do Procon aponta diferença de até 2.400% no preço de medicamentos em SP

Levantamento mostra que o mesmo remédio pode custar muito mais dependendo da farmácia; Procon-SP reforça importância de pesquisar antes da compra
Redação NC News
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Uma pesquisa do Procon-SP identificou diferenças expressivas nos preços de medicamentos vendidos em farmácias da capital paulista. Em um dos casos, um medicamento genérico apresentou uma variação de 2.433,59% entre estabelecimentos diferentes.

Tadalafila teve a maior diferença

A maior variação encontrada pelo levantamento foi na tadalafila genérica, em uma cartela com 30 comprimidos de 5 mg. O produto foi encontrado por R$ 3,87 em uma farmácia da Zona Sul e por R$ 98,05 em um estabelecimento da Zona Norte.

O levantamento analisou 70 medicamentos, entre genéricos e de referência, incluindo produtos como antitérmicos, anti-inflamatórios, antibióticos, ansiolíticos, anticonvulsivantes e antidepressivos.

Entre os medicamentos de referência, a maior variação foi registrada no Synthroid, com 30 comprimidos de 25 mcg. O preço passou de R$ 10,73 para R$ 41,43, dependendo do estabelecimento.

O Procon-SP também comparou preços praticados em lojas físicas e em plataformas on-line de dez grandes redes de farmácias.

Genéricos podem representar economia

O levantamento mostra ainda que os medicamentos genéricos podem ser uma alternativa mais econômica. Segundo os dados apresentados pelo Procon-SP, os genéricos ficaram, em média, 60% mais baratos que os medicamentos de referência na comparação realizada.

Na pesquisa on-line, os genéricos ficaram, em média, 20,58% mais baratos, enquanto os medicamentos de referência tiveram redução média de 8,13% em relação aos preços encontrados nas lojas físicas.

Preços subiram acima da inflação

A pesquisa também apontou aumento nos preços dos medicamentos entre 2025 e 2026. Enquanto a inflação geral considerada no levantamento ficou em 4,99%, os medicamentos genéricos registraram alta média de 12,74%, e os medicamentos de referência subiram 8,43%.

Apesar das diferenças encontradas entre as farmácias, o Procon-SP informou que nenhum dos estabelecimentos pesquisados ultrapassou o preço máximo permitido para os medicamentos.

No Brasil, os preços são regulados e existe um Preço Máximo ao Consumidor (PMC), que estabelece o teto que pode ser cobrado pelas farmácias.

A principal orientação do levantamento é pesquisar antes de comprar. A diferença entre estabelecimentos pode representar uma economia significativa para o consumidor, especialmente em medicamentos de uso contínuo.

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