Datafolha testa 28 candidatos em Minas e revela cenário até 21/8

Levantamento em Minas Gerais analisa intenções de voto para governo e Senado, além da avaliação do governo local.
Redação NC News
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O Datafolha entra em campo em Minas Gerais para medir, em detalhe, a disputa pelo governo do estado e pelas duas vagas ao Senado nas eleições deste ano. O levantamento testa 28 nomes, avalia o governo de Mateus Simões (PSD) e mapeia o grau de rejeição dos principais candidatos.

A pesquisa se torna peça central da largada da campanha em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, com 16,3 milhões de eleitores distribuídos por 853 municípios. Os resultados, previstos para 21 de agosto, prometem reorganizar estratégias e alianças numa corrida ainda em formação.

Levantamento amplia o raio-x da disputa

A coleta de dados está programada para ocorrer entre 18 e 21 de agosto, com 1.204 entrevistas presenciais em diferentes regiões do estado. A amostra segue o modelo de sorteio simples, com margem de erro máxima de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

No questionário para o governo, o instituto apresenta 11 nomes aos entrevistados. Em documento registrado na Justiça Eleitoral, o Datafolha informa que:

o questionário do Datafolha testa Alexandre Kalil, Ben Mendes, Cleitinho Azevedo, Flávio Roscoe, Gabriel, Henrique Áreas, Indira Xavier, Mateus Simões, Patrus Ananias, Professor Túlio Lopes e Rafael Duda.

O grupo reúne ex-prefeito, senador, deputado federal, empresários, professores e representantes de partidos da esquerda à direita.

Além da lista fechada, os pesquisadores perguntam em quem o eleitor pretende votar de forma espontânea, sem apresentar opções. Na sequência, apuram a rejeição: o entrevistado indica em quais nomes não votaria “de jeito nenhum” no primeiro turno. Esse cruzamento entre intenção de voto e taxa de rejeição costuma definir o potencial real de crescimento de cada campanha.

Governo Mateus Simões entra sob avaliação

A pesquisa também dedica bloco específico à gestão estadual. No questionário, a pesquisa também vai aferir a avaliação da administração de Mateus Simões. Os entrevistados serão questionados se consideram o governo ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo e, em seguida, se aprovam ou desaprovam o trabalho do governador”. Simões está há quatro meses no cargo e tenta a reeleição pelo PSD, apoiado por uma ampla coalizão de centro e direita.

O termômetro do Datafolha interessa tanto ao núcleo do governo quanto aos adversários. Uma avaliação positiva tende a fortalecer o governador como cabo eleitoral nas disputas proporcionais e ao Senado, além de consolidar sua posição na própria corrida ao Palácio Tiradentes. Índices baixos, pelo contrário, podem estimular ataques coordenados da oposição e acender o alerta na base aliada.

Minas tem histórico de eleições disputadas e costuma ser visto como fiel da balança na política nacional. Em um cenário em que o estado concentra 10,32% do eleitorado brasileiro, qualquer oscilação relevante nas intenções de voto para governador e Senado repercute imediatamente nas campanhas presidenciais e nas negociações em Brasília.

Senado em aberto com 17 nomes testados

No Senado, o Datafolha apresenta 17 pré-candidatos para duas vagas, o que deve fragmentar o voto e manter o quadro indefinido por mais tempo. O cartão de respostas inclui Ana Luiza do MLB, Arcanjo Pimenta, Áurea Carolina, Carlin Moura, Carlos Viana, Domingos Sávío, Fidélis Alcântara, Gustavo Galassi, Jordano Metalúrgico, Juiz Ramon Moreira, Manoel Carvalho, Marcelo Aro, Marcelo Heringer, Marco Antônio Superman, Marília Campos, Tião Pessoa e Victória Mello Vic.

Cada entrevistado escolhe um nome para a primeira vaga e outro para a segunda, além de responder, em perguntas espontâneas, quem pretende eleger sem o auxílio da lista. O desenho do questionário permite medir não apenas a força individual de cada candidato, mas também combinações prováveis de voto para as duas cadeiras em disputa.

A multiplicidade de perfis, com presença de mulheres, negros e lideranças de movimentos sociais, tende a acentuar o debate sobre representatividade. Em um estado marcado por desigualdades regionais e sociais, campanhas que dialogam com recortes específicos do eleitorado podem ganhar tração a partir da fotografia captada pelo instituto.

Campanhas ajustam rota à medida que números chegam

A pesquisa vem logo após o fim do prazo para registro de candidaturas, em 15 de agosto, e do início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto. A poucos dias da divulgação, com o primeiro turno marcado para 4 de outubro e um eventual segundo turno em 25 de outubro, comitês de campanha aguardam os números para recalibrar discurso, agenda e investimentos.

Candidatos bem posicionados tendem a intensificar a exposição, buscando consolidar liderança e ampliar vantagem em regiões onde já aparecem fortes. Nomes com desempenho tímido ou alta rejeição, por sua vez, podem ser pressionados a rever alianças, trocar prioridades temáticas ou concentrar esforços em nichos específicos do eleitorado.

Partidos também observam com atenção o desempenho cruzado de chapas ao governo e ao Senado. Um candidato a governador com boa avaliação em determinado segmento pode funcionar como locomotiva para um aliado ao Senado, enquanto uma rejeição alta pode inviabilizar coligações futuras e redesenhar palanques regionais.

Dados consolidados e metodologia transparente reforçam a confiança do eleitor em meio à enxurrada de informações da campanha. A partir de 21 de agosto, o retrato que sair das planilhas do Datafolha deve alimentar análises sobre polarização, voto útil e espaço para candidaturas alternativas, em um estado cuja influência ultrapassa as fronteiras mineiras e ajuda a moldar o desenho do próximo Senado e a correlação de forças no Planalto.

O que a pesquisa Datafolha em Minas vai mostrar?

A pesquisa Datafolha em Minas vai ouvir 1.204 eleitores entre 18 e 21 de agosto, com margem de erro de 3 pontos percentuais, para medir intenção de voto ao governo e às duas vagas ao Senado, avaliar a gestão de Mateus Simões e mapear a rejeição dos principais candidatos neste início oficial de campanha.

 

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