UFV prorroga contrato e governo reajusta valores pelo IPCA

Contrato da UFV estendido até 2027 com reajuste baseado no índice oficial de inflação IPCA.
Redação NC News
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A Universidade Federal de Viçosa (UFV) prorroga o contrato do profissional Danilo Arruda Martins e o governo federal reajusta outro acordo em R$ 678,24, com base no IPCA, em decisões já registradas no Diário Oficial da União.

UFV estende contrato e corrige valor para manter serviços

O termo aditivo assinado pela UFV estende a vigência do contrato de Danilo Arruda Martins até 17 de agosto de 2027. O ajuste garante a continuidade do serviço sem interrupção administrativa, ponto sensível em uma instituição que depende de suporte técnico e operacional para manter o ritmo de aulas, pesquisas e atividades de extensão.

Com o aditivo, o valor total do contrato passa a R$ 1.963,92. O ato decorre da Concorrência nº 1/2023, vinculada ao processo administrativo 23114.922570/2022-94, sob a responsabilidade da Unidade Gestora de Atendimento (UASG) 154051, usada pela UFV na gestão de suas contratações.

O documento é formalizado no sistema Comprasnet 4.0 e ganha eficácia com a publicação no Diário Oficial da União. Esse rito, comum a grandes obras e a contratos de menor porte, expõe de forma padronizada como a universidade usa recursos federais e permite o acompanhamento por órgãos de controle e pela sociedade.

O termo aditivo funciona como uma espécie de atualização de contrato em andamento. A legislação de licitações autoriza a prorrogação de prazo quando a administração demonstra interesse em manter o serviço e respeita limites legais de tempo. Na prática, a UFV indica que o trabalho de Danilo Arruda Martins segue necessário ao funcionamento regular da instituição.

Reajuste pelo IPCA preserva equilíbrio de contrato federal

Em paralelo, o governo federal aplica reajuste em contrato identificado como 18/2023, vinculado ao profissional Luciano Machado Campos de Oliveira. O valor do apostilamento é de R$ 678,24, com vigência retroativa a 19 de maio de 2026, movimento que recompõe o preço após um ano de inflação acumulada.

O reajuste está previsto no item 7.27 do termo de referência e na cláusula sexta do contrato original 18/2023. O procedimento corre no processo administrativo 00190.101553/2023-93, sob responsabilidade da Unidade Gestora 370003, e também é formalizado por meio do sistema de compras governamentais e publicado no Diário Oficial da União.

O apostilamento é um registro administrativo simplificado. Ele serve para alterar valores ou dados já previstos no contrato, sem mudar o objeto contratado. No caso, o índice de correção já constava do acordo, o que permite à administração apenas atualizar os valores segundo o cálculo oficial de inflação.

O texto oficial ressalta que “o reajuste de contrato é uma garantia prevista em lei para manter o equilíbrio econômico-financeiro da relação contratual”.

A frase traduz um princípio que baliza contratações públicas, especialmente em períodos de alta generalizada de preços.

IPCA ancora atualização e protege execução dos serviços

A correção do contrato de Luciano Machado Campos de Oliveira toma como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA mede a variação de preços de bens e serviços consumidos pelas famílias e funciona como termômetro oficial da inflação no país.

Esse índice serve de base para políticas econômicas, metas de inflação e, cada vez mais, para a atualização monetária de contratos públicos e privados. Ao vincularem reajustes ao IPCA, órgãos federais buscam uma referência objetiva para recompor perdas do poder de compra, sem negociações casuísticas.

A publicação detalha que a vigência retroativa do reajuste a 19 de maio de 2026 coincide com a data-base contratual. A demora até a assinatura e a divulgação do apostilamento reflete o tempo necessário para fechar cálculos, obter dados do IBGE e concluir a tramitação burocrática. Nesse intervalo, o serviço segue sendo prestado, e a correção posterior evita prejuízo ao contratado.

Outro trecho oficial reforça que “a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro é um princípio garantido pela Constituição Federal e pela legislação de licitações”. Em termos práticos, isso significa que o governo não pode exigir o mesmo nível de serviço pagando um valor corroído pela inflação, sob risco de inviabilizar a execução.

Quem ganha, quem paga e o papel da transparência

As decisões da UFV e do governo federal impactam diretamente dois prestadores de serviço, mas carregam peso maior no universo de contratações públicas. Para Danilo Arruda Martins e Luciano Machado Campos de Oliveira, os atos representam remuneração ajustada à realidade de custos, sem necessidade de renegociar todo o contrato.

Para a administração pública, o custo imediato é o aumento da despesa, ainda que em valores relativamente modestos, como os R$ 1.963,92 do contrato da UFV e os R$ 678,24 registrados no apostilamento federal. Em contrapartida, a correção ajuda a evitar paralisações, disputas judiciais e aditivos emergenciais futuros, que tendem a ser mais caros ao erário.

A UFV ganha previsibilidade para planejar o próximo ano acadêmico e manter serviços de apoio que nem sempre aparecem na vitrine da instituição, mas sustentam a rotina de aulas, laboratórios e atividades administrativas. Em Brasília, a correção do contrato 18/2023 preserva a relação com o prestador e segue um padrão que tende a se repetir em outros acordos atrelados ao IPCA.

A transparência é um ponto comum. A divulgação no Diário Oficial da União, associada ao uso do Comprasnet 4.0, permite rastrear contratos por número de processo, UASG e nome do contratado. Esse nível de detalhe facilita o trabalho de órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas da União, e também abre espaço para o controle social por parte de cidadãos e entidades.

Os próximos meses devem consolidar a execução dos contratos com os novos valores e prazos. A tendência é que reajustes vinculados ao IPCA sigam sendo adotados como padrão em contratos federais, especialmente em contextos de inflação persistente. A forma como esses ajustes são calculados e comunicados continuará no radar de órgãos de controle e de quem acompanha, dia a dia, as publicações do Diário Oficial da União.

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