O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, cumpriu nesta terça-feira (18) o segundo dia de agenda de campanha em Belo Horizonte. A programação começou com um ato público em uma rua do bairro Betânia, na região Oeste da capital, onde o candidato participou de um adesivaço ao lado de Nikolas Ferreira, candidato à reeleição como deputado federal, e Flávio Roscoe, candidato do PL ao governo de Minas Gerais.
Os três foram recebidos por apoiadores e participaram de momentos de interação com o público. Apesar da mobilização, o ato teve um movimento menor do que o registrado em grandes eventos políticos. Depois da atividade no Betânia, Flávio Bolsonaro seguiu para um café no Centro de Belo Horizonte, onde se encontrou com apoiadores e outros candidatos do partido.
Durante o primeiro compromisso do dia, o candidato reforçou a estratégia de iniciar a campanha em Minas Gerais com presença nas ruas e contato direto com os eleitores. Flávio afirmou que o estado terá papel importante na disputa presidencial e repetiu o discurso de que o resultado em Minas pode ser decisivo para a eleição nacional.
“Começamos a campanha aqui em Minas com o pé direito. É uma honra muito grande para a gente, para esse time que está aqui, poder começar a campanha fazendo o que a gente mais gosta, que é estar na rua, no meio do povo.”, disse
Na avaliação do candidato, a população estaria insatisfeita com o atual governo e buscando uma mudança política.
“O Brasil está abandonado, o Brasil está largado, e o povo quer a mudança. E a mudança vai começar aqui por Minas Gerais, porque quem vence em Minas, vence o Brasil.”, afirmou
Flávio também afirmou que considera ter, em Minas Gerais, uma equipe capaz de apresentar uma alternativa ao atual governo.
“A gente tem o melhor time aqui em Minas, como nunca a gente tinha na nossa história, para mostrar o melhor projeto, que é o projeto de levar prosperidade aqui para o povo mineiro e para todo o Brasil.”, complementou

Críticas à economia e ao governo Lula
A situação econômica foi um dos principais temas abordados por Flávio Bolsonaro durante o ato. O candidato fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o país enfrenta dificuldades econômicas.
“A economia está quebrada com o Lula.”, afirmou
Na sequência, Flávio citou empresas que, segundo ele, teriam deixado o Brasil e utilizado o Paraguai como destino por causa de condições econômicas mais favoráveis.
“Mais de 200 indústrias saíram do Brasil, vão para o Paraguai, porque lá é menos burocracia, menos imposto, menos corrupção, como tem aqui.”, disse
O candidato defendeu a redução de impostos e o ajuste das contas públicas como medidas para tentar diminuir a taxa de juros e estimular a geração de empregos.
“Então vamos arrumar a economia, vamos reduzir impostos, vamos ajustar as contas para a taxa de juros cair. E a consequência vai ser uma chuva de empregos aqui no Brasil.”, complementou a fala
Flávio também afirmou que pretende recuperar o poder de compra da população e relacionou o endividamento das famílias ao que classificou como “gastança” do governo federal e disse que vai devolver o porder compra ao brasileiro, já que segundo ele, o cenário econômico também estaria refletido nos preços dos alimentos.
“A consequência da gastança dele foi atrair as famílias brasileiras para a dívida também, pagando juros que não têm condição mais de pagar, não conseguindo mais comprar comida. O arroz está caro, o feijão está caro, o café está caro.”, disse o candidato

Durante o ato, Flávio Bolsonaro voltou a apresentar a eleição como uma disputa entre seu grupo político e o PT. O candidato afirmou que está aberto ao diálogo com outros nomes que disputam o Palácio do Planalto.
“Estou sempre aberto à conversa, inclusive estimulei as candidaturas de praticamente todos eles, porque eu sempre entendi que todo mundo tem que interiorizar que é uma questão de sobrevivência do país, gente.”, afirmou
Ao mesmo tempo, criticou candidatos que optaram por atacá-lo.
“Se alguns optam por querer me atacar, é uma estratégia deles que eu acho equivocada e eles estão vendo na pesquisa. Realmente eu tenho razão e eles não.”, disse
Flávio encerrou o discurso reforçando a polarização com o PT e fazendo um apelo direto aos eleitores.
“Ou o Brasil vence, ou o PT vai acabar com o país. Agora, quem quer continuar a porcaria que está, continua aí votando com o Lula.”, concluiu
Cortes no governo e críticas à corrupção
Flávio Bolsonaro também prometeu reduzir a estrutura do governo federal caso seja eleito. Ele falou em cortes de ministérios, burocracia e combate à corrupção.
“Vamos cortar ministérios, vamos cortar burocracia, vamos cortar a corrupção que está generalizada nesse governo. A corrupção chegou no gabinete do Lula.”, afirmou
Outro ponto abordado foi o caso envolvendo descontos em benefícios de aposentados. Ao falar sobre o tema, Flávio prometeu proteger os beneficiários e afirmou que pretende responsabilizar os envolvidos.
“Pode ter certeza que nós vamos proteger vocês, ninguém vai tocar no contracheque de vocês.”, garantiu Flávio aos apoiadores
Na mesma fala, fez uma acusação contra o filho de Lula, a quem chamou de “Marcola do Lula”.
“Vamos responsabilizar aquelas pessoas que tiveram a pachorra de roubar dinheiro de aposentado, como, ao que tudo indica, é o filho do Lula. É o Marcola do Lula. Esse Marcolão vai ser exposto e vai ser responsabilizado por abrir as portas de vários ministérios para que a família do Lula fizesse negócio usando o dinheiro público.”, afirmou

Relação com o STF
A relação com o Supremo Tribunal Federal também esteve entre os temas abordados durante a entrevista. Flávio Bolsonaro foi questionado sobre como pretende conduzir a relação institucional com a Corte, caso seja eleito, especialmente diante dos conflitos registrados entre o STF e o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O candidato afirmou que pretende manter uma relação de diálogo com as instituições e construir pontes para garantir condições de governabilidade. Flávio também destacou que o próximo presidente poderá indicar quatro ministros para o Supremo e disse que pretende escolher nomes contrários ao aborto e às drogas, que respeitem a Constituição e que, segundo ele, não utilizem o cargo para promover perseguição política. O candidato afirmou ainda que espera eleger uma bancada majoritariamente de direita no Congresso Nacional e disse que uma composição mais alinhada ao seu campo político facilitaria a aprovação das propostas de um eventual governo.
Terras raras e mineração
Por estar em Minas Gerais, estado com forte tradição mineradora, Flávio Bolsonaro também foi questionado sobre a relação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Ele defendeu a redução da burocracia nos processos de licenciamento.
“Vamos enxugar toda a burocracia que existe nessa parte de licenciamento ambiental. Hoje em dia é possível você extrair minérios, preservando o meio ambiente.”, afirmou
Na sequência, citou Flávio Roscoe e destacou o potencial das terras raras.
“A maior prova disso está aqui o Flávio Roscoe, que é o nosso candidato a governador de Minas Gerais, que pode falar com ainda mais propriedade, por exemplo, com relação à mineração de terras raras.”, disse
Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil já possui tecnologia para realizar processos de mineração utilizando água e citou o desenvolvimento de ímãs permanentes como uma oportunidade estratégica. Segundo ele, Minas Gerais já conta com iniciativas nessa área e a intenção, caso seja eleito, é destravar a pauta, que, na avaliação dele, não avança no atual governo. O candidato defendeu ainda que as riquezas minerais do país sejam utilizadas para gerar desenvolvimento econômico e benefícios para a população brasileira.
O segundo dia de agenda de Flávio Bolsonaro em Belo Horizonte terminou com um encontro em um café no Centro da cidade. O candidato esteve acompanhado de Nikolas Ferreira e Flávio Roscoe, além de outros nomes do PL e apoiadores da candidatura. A passagem por Minas faz parte da estratégia de campanha do candidato para ampliar a presença no estado e fortalecer o palanque do partido para as eleições de 2026.