Quase 400 tiroteios foram registrados em dez bairros do Rio em julho

Brás de Pina liderou a lista, enquanto Jacarepaguá e Bangu também aparecem entre as regiões com mais registros
Redação NC News
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O Rio de Janeiro teve 394 registros de tiroteios somados nos dez bairros que lideraram o ranking de julho de 2026, segundo levantamento do OTT360 RJ (Onde Tem Tiroteio). Brás de Pina, na Zona Norte, ficou no topo da lista, com 92 ocorrências.

O número chama atenção pela distribuição dos episódios em diferentes regiões da cidade. Jacarepaguá, na Zona Oeste, aparece em terceiro lugar, com 51 registros, enquanto Bangu ficou na sexta posição, com 27. Os dados mostram que a violência armada atingiu bairros tanto da Zona Norte quanto da Zona Oeste durante o mês.

Quais bairros registraram mais tiroteios?

O levantamento do OTT360 RJ mostra uma concentração importante de ocorrências nos primeiros colocados.

Confira o ranking completo:

Em julho, os dez bairros do Rio que lideraram o ranking registraram 394 tiroteios.

Brás de Pina ficou isolado na liderança, com 19 registros a maisque Cordovil, segundo os dados divulgados. Jacarepaguá aparece logo depois, com 51 ocorrências.

Jacarepaguá e Bangu aparecem entre os destaques

Dois bairros da Zona Oeste estão entre os dez primeiros. Jacarepaguá registrou 51 tiroteios e ficou na terceira colocação. Já Bangu teve 27 ocorrências e ocupou o sexto lugar.

Taquara, também na Zona Oeste, aparece ainda mais acima, na quarta posição, com 39 registros.

A presença de diferentes bairros da região entre os primeiros colocados mostra que os episódios registrados pelo levantamento não ficaram concentrados em apenas uma área da cidade.

Zona Norte concentra os primeiros lugares

A Zona Norte aparece com forte presença no topo da lista. Brás de Pina e Cordovil ocupam as duas primeiras posições. Penha Circular está em quinto lugar, enquanto Tijuca aparece na sétima colocação. Costa Barros e Barros Filho completam o ranking.

Somados, os dez bairros chegaram a 394 registros de tiroteios em julho.

O que os números mostram sobre a violência no Rio?

Os dados precisam ser interpretados como registros de tiroteios, e não como número de vítimas ou de operações policiais.

Isso significa que uma ocorrência registrada no levantamento não representa necessariamente uma pessoa ferida ou morta. Para medir o impacto sobre vítimas, é necessário recorrer a bases específicas de violência armada.

Um levantamento do Fogo Cruzado citado em dados recentes mostra que, entre janeiro e junho de 2026, o município do Rio concentrou 629 dos 976 tiroteios registrados na Região Metropolitana, o equivalente a 64% do total. No mesmo período, foram contabilizadas 805 pessoas baleadas no Grande Rio, entre mortos e feridos.

Número de tiroteios caiu, mas violência continua preocupante
Os dados do primeiro semestre também mostram um cenário que exige atenção: houve redução na quantidade de tiroteios em comparação com o mesmo período de 2025, mas isso não significou uma queda proporcional no número de pessoas atingidas.

Segundo o Fogo Cruzado, os 976 tiroteios registrados no Grande Rio entre janeiro e junho representaram uma redução de 20% em relação aos 1.221 casos contabilizados no mesmo período do ano anterior.

Mesmo assim, 805 pessoas foram baleadas no primeiro semestre de 2026, entre mortos e feridos.

No primeiro semestre de 2026, o Grande Rio registrou 20% menos tiroteios que no mesmo período de 2025.

Por que Brás de Pina aparece em primeiro?

O levantamento do OTT360 RJ contabiliza os registros de tiroteios e permite acompanhar quais regiões concentram os alertas ao longo do tempo. Em julho, Brás de Pina terminou na liderança, com 92 ocorrências, seguido por Cordovil, com 73.

O ranking, porém, não apresenta sozinho as causas de cada ocorrência. Para explicar individualmente por que determinado bairro teve mais registros, seria necessário cruzar os dados com informações sobre operações policiais, disputas territoriais, confrontos e outros tipos de ocorrência.

Esse cuidado é importante porque o número de tiroteios, isoladamente, não permite atribuir uma causa específica a cada bairro.

O que acontece agora?

O ranking de julho serve como um retrato dos locais que mais registraram episódios de disparos durante o mês, mas o cenário pode mudar de um período para outro.

Acompanhamentos mensais ajudam a identificar se determinados bairros permanecem entre os mais afetados ou se há mudanças na concentração dos registros.

Para os moradores, os números reforçam a importância de acompanhar alertas de segurança e evitar áreas com confrontos em andamento.

ENTENDA O CONTEXTO

O levantamento do OTT360 RJ colocou Brás de Pina no topo do ranking de julho, com 92 registros de tiroteios. Cordovil ficou em segundo, com 73, e Jacarepaguá apareceu na terceira posição, com 51.

Bangu também ficou entre os dez bairros com mais ocorrências, na sexta colocação, com 27 registros. Ao todo, as dez regiões do ranking somaram 394 episódios no mês.

Os números mostram a distribuição dos registros por bairro, mas não devem ser confundidos com quantidade de vítimas. Outros levantamentos, como o do Fogo Cruzado, ajudam a dimensionar o número de pessoas baleadas e a evolução da violência armada no Grande Rio.

O acompanhamento dos próximos meses deve mostrar se os bairros que aparecem no ranking de julho continuarão entre as regiões com maior número de ocorrências.

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