Tiroteio na Mangueira provoca protesto, fogo e caos no trânsito do Rio

Conflito na Favela do Metrô causa bloqueios e afeta o transporte público na zona norte do Rio de Janeiro.
Redação NC News
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Uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) em um ferro-velho na região da Favela do Metrô, na Mangueira, termina em troca de tiros nesta quarta-feira. Segundo a Polícia Civil, os agentes são recebidos a tiros por criminosos durante a ação, que tinha como objetivo fiscalizar o estabelecimento por suspeitas de atividades ilegais.

Não há registro de feridos no confronto, de acordo com a corporação. Os policiais realizam apreensões no local, mas os detalhes sobre o material recolhido ainda não foram divulgados.

Após a operação, a tensão permanece nas ruas do entorno e dá início a uma manifestação que rapidamente afeta uma das principais ligações entre o Centro e a Zona Norte do Rio.

Protesto bloqueia ruas e transforma ônibus em barricada

Por volta das 13h20, manifestantes passam a bloquear a Rua São Francisco Xavier e a Avenida Rei Pelé. Pneus e contêineres são incendiados e um ônibus é usado como barricada para impedir a passagem de veículos.

A fumaça toma conta da região e motoristas encontram dificuldade para deixar o local. Alguns veículos chegam a seguir pela contramão na tentativa de escapar dos bloqueios e evitar permanecer próximos aos pontos de incêndio.

O Centro de Operações Rio acompanha a ocorrência e orienta os motoristas a buscar caminhos alternativos. Bombeiros são acionados para controlar as chamas, enquanto equipes policiais permanecem na região.

19 linhas de ônibus têm itinerários alterados

O bloqueio provoca impacto direto no transporte público e na rotina de milhares de passageiros. Segundo o Rio Ônibus, 19 linhas precisam alterar os itinerários por causa da interdição das vias.

Entre as linhas afetadas estão a 457, que liga Abolição a Copacabana, a 239, entre Água Santa e Passeio, e a 247, que faz o trajeto entre Camarista Méier e Passeio.

Com as mudanças, passageiros enfrentam atrasos, trajetos mais longos e dificuldades para fazer a ligação entre a Zona Norte, a região da Grande Tijuca e o Centro.

Trânsito trava e moradores enfrentam clima de tensão

O impacto não fica restrito aos ônibus. A interdição compromete o deslocamento de carros, motocicletas, caminhões e veículos de aplicativo, provocando retenções em diferentes pontos da região.

Para quem segue em direção à Grande Tijuca, uma das alternativas indicadas é a Avenida Professor Manoel de Abreu. Já motoristas que saem do Méier em direção ao Centro podem utilizar a Avenida Marechal Rondon, o Túnel Noel Rosa, a Rua Teodoro da Silva, a Rua Pereira Nunes e a Avenida Maracanã.

Mesmo os caminhos alternativos registram lentidão diante do aumento repentino no fluxo de veículos.

Mangueira volta a viver cenário de conflito

A região da Favela do Metrô convive há anos com disputas envolvendo ocupação urbana, comércio de sucata e ações de segurança pública. Operações contra atividades consideradas irregulares nos ferros-velhos são recorrentes e costumam gerar tensão entre moradores, comerciantes e forças policiais.

O episódio desta quarta-feira amplia novamente esse conflito. Para moradores, além da operação policial, o fechamento das principais vias representa outro problema, afetando diretamente quem precisa trabalhar, estudar ou atravessar a região.

A presença de fogo, fumaça, sirenes e circulação de policiais durante a tarde aumenta a sensação de insegurança em uma área com grande circulação de pessoas.

Autoridades monitoram possibilidade de novos bloqueios

Com a atuação dos bombeiros e a retirada gradual das barricadas, as autoridades trabalham para liberar completamente as vias e normalizar o transporte público.

A preocupação agora é evitar novos focos de manifestação ou confrontos na região. A Polícia Civil continua acompanhando a ocorrência, enquanto os órgãos municipais monitoram as condições do trânsito.

O episódio deve também reacender a discussão sobre operações policiais em áreas densamente povoadas e sobre como evitar que confrontos localizados provoquem impactos em toda a mobilidade da Zona Norte.

Enquanto as ruas começam a ser liberadas, moradores e motoristas ainda enfrentam os reflexos do confronto e do protesto, em mais uma tarde de tensão e caos no trânsito do Rio de Janeiro.

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