Renan reage a ação do MPF e mantém críticas a ocupação indígena

Candidato afirma que ação pede R$ 500 mil e retratação pública após declarações sobre ocupação de terminal da Cargill
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O candidato à Presidência da República Renan Santos afirmou nesta quarta-feira (19) que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação contra ele após declarações feitas sobre a ocupação de um terminal portuário da Cargill, no Pará.

Segundo Renan, a ação pede R$ 500 mil em indenização e uma retratação pública direcionada a 14 etnias indígenas.

 

Renan critica ação do MPF

O candidato afirmou que suas declarações tinham como alvo a ocupação do terminal e os impactos provocados pela mobilização. Renan classificou o episódio como um ato político e afirmou que caminhoneiros teriam permanecido durante dias sem acesso adequado a água e banheiros em razão do bloqueio.

“Eu, Renan Santos, anuncio para vocês que o Ministério Público Federal resolveu me processar. Eles estão pedindo R$ 500 mil e que eu faça também uma retratação pública a 14 etnias indígenas”, afirmou.

Renan criticou a iniciativa do MPF e afirmou considerar a ação uma tentativa de constrangê-lo por suas manifestações.

Candidato promete investigar ONGs

Durante a declaração, Renan também direcionou críticas a organizações não governamentais e associações que atuam em pautas indígenas.

Imagem ilustrativa. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.
Imagem ilustrativa. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.

 

 

“É bom que eles fiquem fazendo essas brincadeiras agora, achando que vão calar a boca do Renan, porque essa farra vai acabar”, declarou.

O candidato afirmou que, caso seja eleito, pretende apoiar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar organizações que, segundo ele, financiam movimentos que prejudicam projetos de infraestrutura e o desenvolvimento econômico.

“Não apenas vamos colocar, com nossa bancada, CPI para cima dessa turma, como nós vamos investigar todas as ONGs que colocam dinheiro nesse tipo de sabotagem”, disse.

Renan promete endurecer fiscalização

O candidato também defendeu o aumento da fiscalização sobre entidades estrangeiras e nacionais que, segundo ele, utilizariam comunidades indígenas e quilombolas como instrumento de pressão política.

Renan afirmou que organizações que atuarem de forma ilegal poderão ser impedidas de funcionar no país e que eventuais crimes identificados deverão ser responsabilizados pelas autoridades competentes.

Candidato diz que não vai recuar

Ao final da declaração, Renan relacionou a ação judicial à disputa presidencial e afirmou que pretende manter as críticas.

Renan reage a ação do MPF e mantém críticas a ocupação indígena. Foto: Gabriel Barros/Agência Pública
Renan reage a ação do MPF e mantém críticas a ocupação indígena. Foto: Gabriel Barros/Agência Pública

 

“Não deixa eu ganhar a eleição, porque essa farra multimilionária de sabotagem vai acabar. Pode anotar”, concluiu.

A ação mencionada pelo candidato deverá seguir tramitação na Justiça. As acusações e afirmações feitas por Renan sobre organizações e movimentos envolvidos no episódio devem ser tratadas como declarações do candidato, sem antecipar conclusões sobre eventual responsabilidade das entidades citadas.

Carregar Comentários