Carros de luxo de Deolane podem ser vendidos antes do fim do processo; entenda

Ministério Público de São Paulo pediu a venda antecipada de quatro veículos avaliados entre R$ 4,4 milhões e R$ 8,1 milhões; decisão ainda cabe à Justiça.
Redação NC News
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Os carros de luxo ligados à advogada e influenciadora Deolane Bezerra podem ganhar um novo destino. O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça autorização para vender antecipadamente quatro veículos apreendidos durante a investigação que envolve a influenciadora.

Juntos, os automóveis são avaliados entre R$ 4,4 milhões e R$ 8,1 milhões. Mas atenção: o pedido ainda não foi decidido e não significa que Deolane tenha perdido definitivamente os veículos.

A medida discutida no processo é chamada de alienação antecipada.

Por que o Ministério Público quer vender os carros?

A explicação está no próprio valor dos veículos.

Carros de alto padrão podem perder valor com o passar do tempo, mesmo quando ficam parados. Além disso, existe o custo de armazenamento, manutenção e conservação.

Segundo a explicação da advogada criminalista Suéllen Paulino, o processo criminal pode levar anos. Nesse período, manter um automóvel apreendido pode provocar deterioração, desvalorização e aumento das despesas.

É justamente para evitar esse prejuízo que a legislação permite, em determinadas situações, que um bem seja vendido antes do encerramento definitivo do processo.

O que é a alienação antecipada?

O nome pode parecer complicado, mas a lógica é simples.

A alienação antecipada permite que determinados bens apreendidos sejam vendidos antes do fim do processo quando existe risco de deterioração, depreciação ou dificuldade de manutenção.

De acordo com a explicação apresentada pela advogada, o mecanismo está previsto no artigo 144-A do Código de Processo Penal.

E existe um detalhe importante: o dinheiro obtido com a venda não passa automaticamente para Deolane nem para o Estado como se o processo já tivesse terminado.

O valor permanece vinculado ao processo até uma decisão definitiva da Justiça.

Deolane já perdeu os carros?

Não. O pedido do Ministério Público ainda precisa ser analisado pela Justiça. Portanto, a eventual venda dos veículos não representa, por si só, um confisco definitivo.

Também não significa uma condenação antecipada.

A diferença é importante porque os carros continuam sendo bens apreendidos dentro de uma investigação. A Justiça precisa decidir se estão presentes os requisitos para autorizar a venda antes do encerramento da ação penal.

Quanto valem os veículos?

Os quatro carros que são alvo do pedido têm valores estimados, em conjunto, entre R$ 4,4 milhões e R$ 8,1 milhões.

Entre os veículos estão modelos de alto padrão, como uma Mercedes-Benz AMG G63, um Cadillac Escalade, um Volkswagen Tiguan Allspace e uma Range Rover P530.

A diferença entre o valor mínimo e máximo está relacionada às estimativas de mercado utilizadas para os automóveis.

O que acontece com o dinheiro se os carros forem vendidos?

Esse é um dos pontos mais importantes da medida.

Caso a Justiça autorize a alienação antecipada, o dinheiro obtido com a venda ficará vinculado ao processo. Ou seja, a venda não encerra a discussão sobre a propriedade dos bens nem define, sozinha, o resultado da ação penal.

A destinação definitiva dos recursos dependerá da decisão final da Justiça.

Entenda o contexto

Os veículos foram apreendidos no contexto da investigação que envolve Deolane Bezerra.

Agora, o Ministério Público de São Paulo tenta antecipar a venda de quatro desses automóveis para evitar que eles percam valor ou gerem custos elevados enquanto o processo continua.

A legislação permite esse tipo de medida em situações específicas, justamente para preservar o valor econômico de bens que podem se deteriorar ou sofrer forte desvalorização.

Por isso, venda antecipada e confisco são coisas diferentes.

A Justiça ainda precisa decidir se autoriza ou não a comercialização dos quatro veículos.

O que acontece agora?

O pedido do Ministério Público será analisado pela Justiça de São Paulo.

Se a autorização for concedida, os veículos poderão ser vendidos e o dinheiro ficará reservado e vinculado ao processo até a decisão definitiva.

Se a Justiça não autorizar, os carros permanecem apreendidos enquanto a investigação e o processo seguem. O ponto central é que nenhuma das duas situações representa, neste momento, uma decisão definitiva sobre a perda do patrimônio.

ENTENDA O CONTEXTO

O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça a venda antecipada de quatro carros de luxo apreendidos durante a investigação que envolve Deolane Bezerra. Os veículos têm valor estimado entre R$ 4,4 milhões e R$ 8,1 milhões.

A justificativa para o pedido é evitar que os automóveis sofram desvalorização, deterioração ou gerem custos elevados enquanto permanecem apreendidos.

A medida, porém, ainda depende de decisão judicial.

Caso a venda seja autorizada, o dinheiro ficará vinculado ao processo até a decisão final. Portanto, a eventual comercialização não equivale a um confisco definitivo dos bens.

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